O combate ao comércio ilegal de animais silvestres

Enviada em 13/07/2023

No filme “Rio”, o personagem Blu, uma arara-azul, é contrabandeado de sua terra de origem, o Brasil, para os Estados Unidos. Fora da ficção, muitos animais silvestres, da mesma forma que o protagonista do filme, sofrem com o comércio ilegal. Dessa forma, é importante discorrer acerca das consequências desse crime, como a extinção de espécies e o risco de disseminação de zoonoses.

Em primeiro plano, é importante salientar que a venda de animais silvestres acarreta a perda da biodiversidade local. De acordo com uma pesquisa realizada pela Rede nacional de combate ao tráfico de animais silvestres (RENCTAS), estima-se que essa atividade seja responsável pela captura de 38 milhões de animais das fauna brasileira por ano. Assim, compreende-se que esse ato ilícito prejudica os ecossistemas nacionais, retirando elementos fundamentais para o bom funcionamento das florestas.

Ademais, a venda ilegal de animais exóticos é um risco à saúde pública. Doenças como a raiva e a lepstospirose são transmitidas para o ser humano através de mordidas ou pelo contato. Percebe-se, desse modo, que a retirada desses animais de seus locais de origem aumenta o risco de zoonoses na população.

Portanto, a perda da biodiversidade e a proliferação de doenças são resultantes do comércio ilegal de animais silvestres. Sendo assim, o Governo Federal, órgão de maior hierarquia em solo nacional, deve garantir a segurança da fauna brasileira, por meio de fiscalizações rigorosas em aeroportos e rodoviárias, afim de impedir que os contrabandeadores transportem o animal capturado.