O combate ao comércio ilegal de animais silvestres

Enviada em 11/10/2023

Como observado na obra “Lorax”, de Dr. Seuss, o ser humano está fadado à autodestruição, pois ignora seus danos no ecossistema natural. Sob tal perspectiva, são notórios os desafios em combater o comércio ilegal de animais silvestres no Brasil, haja vista as constantes violações humanas no meio ambiente e a ignorância social atrelada ao tópico. Nesse sentido, é necessário analisar a negligência estatal e a educação lacunar como pilares da problemática.

Sob esse viés, em primeiro plano, é preciso atentar para a inoperância das autoridades governamentais. Conforme o 225° artigo da Constituição Federal, é dever do Estado garantir a preservação do meio ambiente ecologicamente equilibrado. Entretanto, a Polícia Rodoviária Federal registrou um crescente índice de tráfico de animais silvestres em 2022, por conta da má fiscalização estatal nos habitats naturais, os quais os animais foram retirados, segundo o G1. Como efeito, a recorrência desse crime agravou um desequilíbrio ecológico no país, que é o desaparecimento desses animais do ecossistema natural. Dessa maneira, torna-se mister a reformulação dessa postura do governo de forma urgente.

Outrossim, o ensino lacunar também é um grande impasse. De acordo com o filósofo Kant, a educação é o molde do cidadão e a existência de um problema social é devido a uma lacuna educacional. Logo, essa brecha faz com que os jovens não tenham consciência dos efeitos do comércio ilegal de animais silvestres na atualidade, pois o assunto não é debatido em aula. Assim, o problema persiste no futuro, uma vez que, se a população não tiver consciência da questão, não irão pressionar os órgãos governamentais para resolvê-la. Desta forma, é preciso acabar com essa lacuna por meio de projetos de ativismo ambiental nas escolas.

Portanto, urge que o problema seja dissolvido. Para isso, o Ministério do Meio Ambiente — órgão que define as políticas ambientais — deve criar um projeto de lei, visando a preservação natural e conscientização populacional, por meio de palestras e a criação de agentes de proteção de animal, a fim de reverter essa inoperância estatal que se estabeleceu no combate do comércio ilegal de animais silvestres no Brasil. Paralelamente, deve-se intervir na lacuna educacional. Desse modo, garantindo um futuro seguro ao ecossistema e, consequentemente, a todos.