O combate ao comércio ilegal de animais silvestres
Enviada em 25/10/2023
O Brasil é considerado um país megadiverso pela variedade de espécies da fauna e da flora. Contudo, tal biodiversidade encontra-se ameaçada pela persistência do comércio ilegal de animais silvestres no país. Nesse sentido, essa situação aviltante representa uma ameaça à vida selvagem e é potencializada tanto pela negligência governamental quanto pela má influência midiática.
Sob esse viés, a inoperância estatal torna-se um complexo dificultador para a garantia da liberdade desses seres vivos. De acordo com Thomas Hobbes, o Estado é responsável por regular a ação humana. Entretanto, tal responsabilidade não é honrada quanto à venda ilícita de bichos, já que não há fiscalização efetiva para verificar a ocorrência dessa irregularidade. Dessa forma, essa inação dificulta a identificação e a punição dos infratores, o que contribui para a perpetuação da problemática. Logo, é necessário intervir sobre a inércia do governo.
Além disso, a mídia também é um óbice para a convivência harmônica com o meio natural. Segundo Pierre Bourdieu, o que foi criado para ser um instrumento democrático não pode ser convertido em um mecanismo de opressão. No entanto, a difusão imagética da domesticação dos animais florestais naturaliza a aquisição irregular desses seres, o que promove a agressão aos ecossistemas com o aprisionamento do grupo citado. Dessarte, urge reverter a banalização desse crime difundida no âmbito midiático.
Portanto, medidas precisam ser tomadas para atenuar esse comércio proibido. Para tanto, cabe ao Ministério do Meio Ambiente, órgão responsável pelo estabelecimento de um relacionamento adequado com a natureza, aumentar a segurança nesse espaço, por meio da elevação do número de guardas florestais, com o fito de ampliar a fiscalização e identificar tal ação criminal. Em paralelo, ações de conscientização devem ser divulgadas nas redes sociais de forma a coibir a propagação dessa imagem distorcida. Assim, tais atitudes poderão minimizar a ocorrência do tráfico da fauna silvestre e garantir a manutenção da megadiversidade do Brasil.