O combate ao comércio ilegal de animais silvestres

Enviada em 02/09/2024

Apenas teoria

Em 1988, Ulysses Guimarães garantiu a todos o direito de ir e vir e dispõe sobre várias regras com o intuito de assegurá-los. Contudo, a promessa de Guimarães não é uma realidade no corpo social brasileiro, sobretudo no que tange ao comércio ilegal de animais silvestres. Nesse sentido, a segurança e a informação são problemáticas perante aos animais.

Sob essa análise, vale ressaltar que o tráfico de animais silvestres é uma das principais ameaças à biodiversidade brasileira e pode provocar a extinção de diversas espécies à médio e longo prazo. Nessa viés, o siciólogo Pierre Bourdieu, em sua fala a exteriorização do “Habitus” revela que o comportamento adquirido pelo meio social terá como causa a minimização dos impactos causados pelos animais. Nesse caso, é configurado pela retirada de animais de seus habitats naturais e destinados à comercialização, os destinos desses animais são zoológicos, colecionadores, laboratórios ou mortos, como a onça-pintada e jacaré, para terem peles ou outras partes do corpo retirada e vendidas. Assim, o comércio ilegal ocasiona desequilíbrio ecológico e sofrimento aos animalejos.

Outrossim, as espécies contrabandeadas morrem logo depois de retirada de seu habitat natural, as que sobrevivem são transportadas de maneira inadequada, sofrem agressões e mal alimentação. Sob esse prisma, o pensador Sérgio Cortela, em sua fala " Não basta ter informação, é preciso saber o que fazer com ela" revela que a informação é uma maneira ampla de conhecimento que pode ser repassado para o corpo social de forma igualitária. Entretanto, na maiorias das vezes quem compra as espécies silvestres tem à intenção de cuidar como animais de estimação, porém são necessários cuidados especiais. Esse processo, consequentemente, aumenta o abismo intersocial.

Fica evidente, portanto, os desafios para combater ao comércio ilegal sobre os animais e são ameaçados por estímulos que hão de ser combatidos. Para tal, o Ministério do meio ambiente pode, com veemência, instituir leis que visem a preservação dos animais, para a preservação e prevenção do raptos de espécies, por meio de palestras do tema nas escolas. Assim, Guimarães deixará de ser teoria.