O combate ao comércio ilegal de animais silvestres

Enviada em 03/11/2024

Em sua obra “Brasil, país do futuro”, o escritor austríaco Stefan Zweig registrou a ideia de que a nação brasileira se desenvolveria de forma exponencial. Entretanto, a realidade mostra que o comércio ilegal de animais silvestre se apresenta como um fator que impede esse crescimento. Isso se deve, sobretudo, devido ao descaso do governo e à invisibilidade do problema, e precisa ser combatido com veemência.

Diante desse cenário, convém destacar que a omissão estatal contribui para a venda ilegal das espécies. Nessa lógica, o sociólogo polonês Bauman utiliza o termo “Instituição Zumbi” para simbolizar as entidades que não cumprem seu papel previamente estabelecido. Com efeito, a falta de ação do Poder Executivo impede à civilização brasileira os direitos assegurados de modo constitucional, o que inclui um meio ambiente ecologicamente equilibrado comprometido pelo comércio clandestino dos animais. Dessa forma, urge combater a inércia governamental para reduzir os impactos dessa questão.

Além disso, é preciso pontuar a apatia da sociedade como outro fator que dificulta a resolução dessa questão que passa por invisível. Nesse sentido, a filósofa Hannah Arendt explica sobre a banalidade do mal, que ocorre quando os indivíduos são constantemente expostos a situações extremas e se habituam com isso. Isso se aplica ao cenário de tráfico das espécies, que se torna persistente, ocasionando desequilíbrio ambiental. Logo, é preciso evidenciar o problema para que haja intervenção sobre ele.

Portanto, é essencial que se tomem medidas para mitigar o comércio ilegal de animais silvestres. Para isso, o Governo Federal, em parceria com a mídia, deve implantar um Projeto Nacional de Proteção à Fauna Silvestre – que será amplamente divulgado pelos canais de comunicação, a fim de coibir essa prática e garantir a preservação das espécies. Assim, o Brasil poderá, de fato, tornar-se um “País do futuro”, como idealizado por Stefan Zweig.