O comportamento alimentar brasileiro
Enviada em 27/05/2018
No trajeto do dinheiro sujo
Desde o Iluminismo, entende-se que uma sociedade só progride quando um se imobiliza com o problema do outro. No entanto, quando se observa o comportamento alimentar brasileiro verifica-se que esse ideal é constatado na teoria e não desejavelmente na prática. Nesse sentido, convém analisarmos as principais consequências da má alimentação no Brasil negligente para a sociedade.
É indubitável que a questão constitucional e sua aplicação estejam entre as causas dos problemas. Segundo o filósofo Aristóteles, a política deve ser utilizada de modo que, por meio da justiça, o equilíbrio seja alcançado na sociedade. De maneira análoga, é possível perceber que no Brasil, a carne é um alimento presente no cotidiano dos cidadãos, a qual, além de contribuir no aumento da emissão de gás carbônico (CO2) na atmosfera, a forma como ela é preparada, não é própria para o consumo, visto que, em algumas indústrias, através de investigações da “Operação Carne Fraca”, pode-se notar a presença de papelão em sua composição, segundo o site O Globo.
Outrossim, destaca-se o capitalismo como grande impulsionador do problema. De acordo com Durkheim, o fato social é uma maneira coletiva de agir e pensar, dotada da exterioridade, coercitividade e generalidade. Seguindo essa linha de pensamento observa-se que, na necessidade de obter lucro, as grandes indústrias brasileiras, acabam optando por métodos prejudiciais à saúde humana, como a utilização de agrotóxicos nas plantações, com o objetivo de aumentar a produção.
Conforme o ideário Newtoniano, um corpo tende a permanecer em seu estado até que uma força atue sobre ele. Por conseguinte, é mister uma aplicação de força contra os problemas causados pelo comportamento alimentar brasileiro. O Ministério da Justiça deve criar leis rígidas punindo àqueles que utilizem produtos prejudiciais à saúde nos alimentos. Ademais o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento deve criar campanhas midiáticas, orientando a população sobre os cuidados à tomar na hora de comprar alimentos, afim de que o tecido social se desprenda de certos tabus, para que não viva a realidade das sombras, assim como na alegoria da caverna de Platão.