O comportamento alimentar brasileiro

Enviada em 26/05/2018

Com o advento das Revoluções Industriais, ocorreu um intenso processo de desenvolvimento tecnológico, que afeta até a atualidade. Em vista disso, as cidades se desenvolveram e representam a consolidação do capitalismo. Desse modo, a dinâmica mundial se alterou, pois o mundo contemporâneo trouxe consigo a dinamicidade, o que afeta negativamente no comportamento alimentar dos brasileiros. Assim, entre as causas da má alimentação dos brasileiros, destacam-se a falta de tempo, como também a falta de conscientização do mal que certos alimentos proporcionam à saúde.

A priori, a necessidade de garantir a sua sobrevivência e de seus familiares, aliada às grandes distâncias e trânsito, nas metrópoles brasileiras, promove prejuízos para alimentação dos brasileiros. Isso é explicado devido a preferência por comidas rápidas, que são geralmente industrializadas, como “fast food”, já que o ritmo é frenético e não sobra tempo para uma alimentação eficiente. Por conta disso, as consequência são lastimáveis, pois sanduíches e refrigerantes, por exemplo, contêm alto teor de sódio, o que está diretamente associado ao surgimentos de problemas, como a hipertensão arterial, podendo possuir outros agravantes.

Além disso, a falta da educação alimentar, e as constantes propagandas midiáticas colaboram para piorar a situação. Nessa linha de raciocínio, poucas crianças são educadas a questionar sobre o que se deve consumir ou não, e a indústria alimentar, por meio da mídia, consegue induzir esse público ao consumo de alimentos industrializados, já que, no geral, não possuem um senso crítico desenvolvido. Por conseguinte, segundo pesquisas do G1, houve um aumento nos índices de obesidade infantil, o que é alarmante, já que isso aumenta os índices de infarto ou de desenvolver doenças perigosas, como o câncer.

Torna-se evidente, portanto, que medidas devem ser tomadas para amenizar o problema da alimentação brasileira. Nesse sentido, o Governo Federal, por meio de sua influência midiática, deve criar propagandas que instruam sobre o consumo consciente, bem como exigir transparência das indústrias alimentícias,  a fim de que estas mostrem os riscos do consumo de seus produtos. Ademais, o Ministério da Educação deve reforçar o debate sobre alimentação saudável nas escolas, sobretudo, por meio das disciplinas de Educação Física e Biologia, mostrando os riscos e os benefícios de uma alimentação eficiente, com o intuito de melhorar as condições de vida das pessoas. Por fim, o Estado, por intermédio da mídia, deve, também, mostrar propagandas que induzam os trabalhadores a levar frutas e lanches saudáveis para o ambiente de trabalho, com o objetivo de compensar os prejuízos ocasionados pela falta de tempo.