O comportamento alimentar brasileiro

Enviada em 20/06/2018

No ano de 2008, o Brasil se tornou o maior consumidor de agrotóxicos do mundo. No ano de 2017, o uso indevido de substâncias nas carnes do país suscitaram investigações. Diante do uso excessivo dessas substâncias, elaboração de organismos geneticamente modificados e fronte à política de exportação agropecuária, os riscos à saúde do consumidor sofreram elevação nas taxas; arriscando, também, a imagem internacional do país.

A interferência das novas tecnologias no meio rural proporcionou não só máquinas grandiosas, como a criação de transgênicos e o crescente uso de agrotóxicos. Esses auxiliam na proteção de alimentos no plantio e em sua duração, aqueles possibilitam a variabilidade genética seletiva. Os malefícios referentes aos agrotóxicos, entretanto, referem-se à enorme quantidade utilizada, como em alimentos transgênicos que, por desenvolverem resistência aos agrotóxicos, têm sua dosagem duplicada ano a ano, além de terem as consequências futuras de seu consumo como desconhecidas, provocando a retirada errônea da sinalização nos rótulos; priorizando a produtividade e colocando em risco a saúde do consumidor e o direito à informação.

A ‘‘Operação carne fraca’’ provém desse mesmo problema: o uso indevido de substâncias que, em alta quantidade, são prejudiciais à saúde e o déficit no conhecimento de informações pelos consumidores.  Nessa situação, a substância é cancerígena e foge, também, dos números previstos em lei. Ademais, as carnes foram supostamente vendidas dias após o vencimento da validade. Essas e outras problemáticas se referem à falhas de visitação e observação contínua da vigilância sanitária para garantir o devido uso da lei.  Ainda que hajam grandes perturbações no mercado interno, o mercado externo, dentre essas ocasiões, é afetado igualmente. As exportações de carne são forte exemplo, pois diminuíram bruscamente após o ocorrido.

Por conseguinte da análise das informações, é necessário concluir que não ocorre o bom funcionamento das vigilâncias sanitárias estadual e federal. A utilização excessiva dessas substâncias, muito acima da prevista em lei, e a eliminação da sinalização de alimentos transgênicos, bem como a falsificação dos prazos de validade, limitam o direito à informação do cidadão e prejudicam seu poder de escolha. Sendo assim, o governo, junto a vigilância sanitária, deve proporcionar encontros periódicos entre vigilantes e fabricantes, para o cumprimento das leis e segurança do consumidor. Os rótulos devem conter todas as informações, dando a esse o poder de escolha de sua alimentação.