O comportamento alimentar brasileiro
Enviada em 22/06/2018
Trifosfato de Adenosina (ATP). É comprovado, cientificamente, que, para o ser humano manter um estado de homeostasia corporal, há a necessidade de ele obter um mínimo possível de moléculas orgânicas capazes de gerar energia, que, na forma de ATP, é obtida através da alimentação. Sendo assim, as características dos comportamentos alimentares acabam refletindo na vitalidade, saúde e disposição das pessoas.
Primeiramente, alimentar-se faz parte da essência humana e, diante do cenário atual representado pelo sistema capitalista, o desenvolvimento da indústria alimentícia exerce papel preponderante no incentivo à alimentação irregular das pessoas. Com a vida social mais dinâmica e agitada, os sujeitos acabam buscando rapidez na hora de ingerir alimentos, dessa forma, a expansão das famosas redes de fast-food, que propiciou uma ampla oferta de refeições dotadas de baixo valor nutricional, gerou mais praticidade aos indivíduos apressados. Mas, consequentemente, essa inovação tem contribuído para a substituição de pratos principais – como o almoço – por lanches de alto teor lipídico. Tal fato vem ocasionando, por exemplo, o ganho excessivo de peso pelos cidadãos brasileiros.
Sob essa ótica, antes de o indivíduo ingerir qualquer alimento, ele tem que ser capaz de identificá-lo e classificá-lo como apropriado ou não. A alimentação inadequada e, em maiores quantidades de que o corpo necessita, além de levar ao sobrepeso, está ligada a doenças, como: diabetes tipo 2 e hipertensão. Associado a isso, de acordo com o filósofo Mario Sérgio Cortella, o que falta hoje para o ser humano é o critério, aquilo que faz uma pessoa pegar o excesso, retirar somente o necessário e descartar o que não serve. Um exemplo disso é o self service. Desse modo, fica claro que: comer bem não é sinônimo de quantidade.
Fica claro, portanto, que, para tentar manter um equilíbrio alimentar nacional adequado, seria essencial que o Ministério da Educação colocasse na grade curricular estudantil, desde o Ensino Fundamental, uma nova disciplina sobre o estudo alimentício e, além disso, repassasse recursos financeiros para as secretarias estaduais e municipais com o objetivo de contratar profissionais capacitados para ensinar e orientar, por meio dessa inovação, a importância de uma vida sadia, a fim de fazer com que os cidadãos repensem e tenham um critério de base saudável na hora de ingerir alimentos. Somado a isso, as organizações não governamentais poderiam, mediante apoio das prefeituras, fornecendo lugares públicos, realizar campanhas de engajamento, como, por exemplo, palestras sobre a relevância da prática de exercícios físicos e os males que a alimentação inadequada causa, objetivando que o grupo social reflita sobre o assunto.