O comportamento alimentar brasileiro

Enviada em 18/07/2018

No Brasil, o arroz e o feijão fazem parte da base da dieta. Apesar da dupla garantir todos os aminoácidos essenciais para os seres vivos, o aumento da oferta de alimentos processados, o ritmo de vida moderno e as dificuldades financeiras impedem que o brasileiro tenha comportamento alimentar balanceado e saudável.

Não obstante existir uma preocupação relacionada ao controle alimentar, pouco fala-se em ingestão de nutrientes que fazem bem, visto que, o foco é a contagem de calorias. Com a correria do dia-a-dia, cresce o consumo em redes de fast food, todavia, essa opção vá de encontro a bons hábitos nutricionais e à boa forma. O estilo de vida moderno marcado pela falta de tempo diminuiu o uso de alimentos in natura, na medida em que são mais perecíveis e demandam mais na preparação.

Além disso, as escolhas por comidas mais processadas também estão apoiadas em fatores financeiros. Nesse contexto, a baixa renda familiar e a falta de informações restringem as escolhas e a variabilidade da dieta. O custos para saúde de uma nutrição com grande quantidade de sal, açúcar e gordura é a obesidade. Segundo dados do IBGE, o percentual de crianças e jovens com excesso de peso, passou de 7,8% para 34,7% entre 1974 e 2009. Uma realidade que pode ser presumida para os adultos. Por conseguinte, verifica-se a incidência cada vez mais frequente da hipertensão e a diabetes.

Visando mudar o comportamento alimentar do brasileiro, portanto, urge que empresas e escolas aprendam a formular cardápios balanceados, por meio de parcerias com produtores locais e profissionais da área de nutrição. Apoiando, assim, a criação de hábitos de consumo mais saudáveis, como por exemplo, a introdução de legumes e frutas da estação. Ademais, é imprescindível que organizações de classe, como o SESC, criem cursos informativos gratuitos, abertos ao público, sobre aproveitamento integral dos alimentos, combate ao desperdício, como forma de reduzir o impacto financeiro.