O comportamento alimentar brasileiro

Enviada em 17/08/2018

Em sua obra “o mundo como vontade e representação”, o filósofo Arthur Schopenhauer afirmou que seria um erro o homem sacrificar sua saúde a qualquer outra vantagem. O pensamento do filósofo alemão reflete as péssimas escolhas que diversos brasileiros estão cometendo ao desenvolver novos hábitos alimentares. Há quarenta anos a grande preocupação do governo era a desnutrição, em contrapartida, hodiernamente a obesidade é o que está gerando cada vez mais indivíduos doentes. Nesse sentido, é possível deferir que tal contraste de situações é explicado por uma mudança cultural que a sociedade está passando, a qual acarreta graves consequências.

Vale destacar, a princípio, que a globalização de meios de vida tem colaborado de maneira intensa para a depravação da vitalidade dos cidadãos. Desde os processos denominados “revoluções industriais” e a ascensão do capitalismo diversas pessoas têm optado por alimentos de lanchonetes com rápida preparação em vez de pratos saudáveis e tipicamente brasileiros. Segundo uma pesquisa publicada pelo portal “G1”, a compra de feijão e milho teve uma queda de 60% em dez anos. Isso prova que o consumo de petiscos artificiais estrangeiros está aumentando em detrimento de iguarias nacionais.

Outrossim, a falta de tempo e preferência pelo mais prazeroso são indubitavelmente fatores adicionais para a problemática em questão. Adaptando a ideia de modernidade líquida, pertencente ao sociólogo polonês Zygmunt Bauman, é possível deferir que o grupo social atual se encontra imerso em futilidade e prazeres momentâneos. Por conseguinte, diversas pessoas buscam refúgio de uma rotina caótica e escassa de tempo na comida que se encaixa melhor no ritmo acelerado de vida de cada cidadão: a mais rápida e consequentemente a mais calórica.

Urge, portanto, que o Ministério da saúde, em consonância com unidades hospitalares públicas, disponibilize mais consultas com nutricionistas por meio de mutirões e campanhas de saúde em escala nacional, divulgados também pela mídia televisiva. Essas ações possuiriam atendimentos, palestras e exames completos a fim de conceder orientações alimentares compatíveis com a rotina de cada pessoa. Dessa forma, a população Tupiniquim poderá ter oportunidades para reeducar-se quanto a ingestão de produtos nocivos ao bem estar próprio, como também entender o porquê de Schopenhauer estimar tanto essa condição