O comportamento alimentar brasileiro
Enviada em 24/08/2018
Uma dieta balanceada consiste em carboidratos, proteínas, gorduras e micronutrientes. No entanto, o crescimento do consumo de alimentos calóricos transformou o modo de vida da sociedade brasileira, oferecendo risco à saúde na medida em que contribuiu para o avanço dos índices de obesidade. Nesse sentido, convém analisar como o avanço da vida moderna e os distúrbios afetivos estão interligados à problemática.
Em primeira análise, evidencia-se que após a Segunda Guerra mundial houve um considerável aumento das tecnologias, sobretudo, nas grandes companhias alimentícias, que passaram a produzir alimentos industrializado e pouco nutritivos, como as famosas redes de fast-food. Essas, ao oferecerem praticidade aos indivíduos apressados que buscam rapidez na hora de ingerir alimentos, contribuem para a substituição de pratos principais por hambúrgueres e outros lanches de alto teor lipídico. Consequentemente, acarreta no ganho excessivo de peso. Segundo pesquisas do IBGE, em 2013, 56,9% dos brasileiros adultos estavam com obesidade.
Vale ressaltar, ainda, que a demanda pessoal favorece a ocorrência de hábitos alimentares prejudiciais. Distúrbios afetivos, como ansiedade e depressão, induzem que muitos indivíduos usem a comida como forma de compensação emocional. Como resultado dessa associação das refeições ao prazer, há uma ingestão calórica superior ao gasto. Logo, em adição à falta de atividades físicas no cotidiano influência para uma população mais enferma.
É indubitável, portanto, que o comportamento alimentar é um desafio, uma vez que a postura inconsequente da sociedade brasileira é a maior fomentadora. Em razão disso, as escolas devem criar palestras de orientação nutricional, sob apoio de médicos, com o intuito de que desde a infância os cidadãos aprendam a importância de uma vida saudável. Ademais, a família deve também incentivar uma dieta balanceada aos filhos, além de se atentarem à ocorrência de comportamentos diferentes, como distúrbios afetivos, para que possa assim, induzi-los a buscarem um tratamento multidisciplinar, com apoio de psicólogos, nutricionistas e atividade física, a fim de evitar a compulsão por alimentos. Dessa forma, em longo prazo, os casos de obesidade poderá minimizar e haverá uma reeducação alimentar.