O comportamento alimentar brasileiro
Enviada em 27/08/2018
Lição Antiga.
Conhecido como pai da Medicina, Hipócrates afirmava que a alimentação deve ser o primeiro remédio. Da Idade Antiga, ao panorama moderno, nota-se que os hábitos alimentares ainda são um desafio à plena saúde no Brasil. Nesse contexto, é válido refletir acerca de como esse problema afeta o país, seja pela influência midiática, seja pela forma que essa educação é feita.
Quando a mídia quer promover um certo alimento, geralmente aborda apenas aspectos como sabor e preço. Dessa forma, tal análise é consoante ao pensamento do escritor Allen Ginsberg ao afirmar que aqueles que controlam a mídia, controlam a cultura. Diante disso, são poucos na população verde e amarela que possuem o hábito de consultar as tabelas nutricionais, preferindo desfrutar do sabor momentâneo.
Vale salientar, ainda, que as famílias e escolas acabam não tendo uma simbiose no controle alimentar das crianças. A título de exemplificação, é típico que mesmo que os pais comecem o ensino fundamental colocando frutas nos alimentos dos filhos, com o passar do tempo eles acabam querendo outros alimentos por influência de outros colegas. Nessa perspectiva, como produto dessa realidade, a formação de adultos que não se preocupam com suas refeições é crescente e o índice de sobrepeso, atinge 51% do corpo social brasileiro, segundo a OMS.
Parafraseando o filósofo Immanuel Kant, o ser humano é aquilo que a educação faz dele. Partindo dessa égide, pode-se afirmar que para solucionar a problemática abordada, é condição ‘’sine qua non’’ que as escolas e famílias, por meio de uma gestão participativa, clarifiquem as crianças sobre a importância de se fazer uma dieta saudável, com a finalidade de criar adultos mais responsáveis, que além de se cuidarem, passarão o conhecimento a seus filhos e terão menos influência da mídia. Com tal medida, Hipócrates finalmente terá sua lição difundida e um futuro de mais saúde poderá se espalhar na ‘’terra de palmeiras e sabiás’’