O comportamento alimentar brasileiro
Enviada em 30/10/2018
É dever do cidadão ético, empático e democrático discutir sobre o grave dilema relativo ao comportamento alimentar brasileiro, em virtude de essa discussão colaborar para combater tamanho conflito, bem como promover a harmonização social. Nessa concepção, convém analisar que tal adversidade decorre, especialmente, dos anseios capitalistas atrelados a cultura “fast food” e do consumo desmedido de produtos com baixo valor nutricional na era da hipermodernidade, sendo justas e eminentes providencias resolutivas para combater esse descalabro social.
Sob essa óptica, nota-se que desde a revolução industrial os produtos alimentícios são produzidos de forma desmedida e com um alto teor de insumos agressivos ao organismo humanos . Dessa forma, os cidadãos brasileiros são tratados como “maquinas de consumo” em um processo de reificação bem elencado por , Karl marx, pois só em 2017 as industrias do “fast food” movimentaram mais de 2 bilhões de reais na nação verde e amarela consoante ao G1. Desse modo,tamanha incoerência alimentar, além de descaracterizarem princípios constitucionalmente assegurados, lança luz ao fato de ser este o país do atraso e da injúria, ao destinar “tristes fins” para novos “Policarpos Quaresmas”, vítimas da voracidade por lucro das empresas nacionais e multinacionais da alimentação.
Somado a esse viés, é valido abordar o Artigo 217 que deve garantir a saúde física e alimentar da população nacional em todos municípios. Entretanto, a liquidez das relações na era da pós-verdade apregoada por Baumam, se entrelaça ao fato do cidadão brasileiro consumir alimentos que contribuam com o aparecimento de doenças e mazelas advindas das “bombas” de açúcar e sódio, pois 75% dos casos de obesidade no país está atrelado a tais doenças, conforme pesquisou o Ministério da Saúde. Diante dessa nociva realidade, esse lamentável cenário contribui para o declínio da convivência humana salutar, na qual se deve preservar a integridade física do cidadão, bem como rompe com a construção de uma sociedade com uma alta expectativa de vida, saudável e feliz.
Face a esse dilema, mostra-se imprescindível, portanto, uma operação do Ministério da Saúde em promover campanhas em parceria intersecional nos municípios com a amplificação das academias públicas e espaços de lazer, bem como a disponibilidade de profissionais de nutrição e educação física para explicar os malefícios do elevado índice de adiposidade no corpo. Outrossim, é plausível que as indústrias do “fast food” promovam cardápios mais nutritivos, por intermédio da operacionalização de promoções e preços acessíveis aos diversos consumidores, com o propósito de o Brasil não ser um utópico país destinado à terra viva e deslumbrante de Policarpo Quaresma e desses Policarpos contemporâneos, que lutam arduamente por um Brasil igualitário e substantivamente saudável.