O comportamento alimentar brasileiro

Enviada em 29/10/2018

A Constituição Cidadã assegura a alimentação adequada como direito básico, porém a qualidade do produto e os hábitos humanos afetam esse princípio. Diante disso, a Revolução Verde incentivou o uso intenso de fertilizantes químicos, agrotóxicos e publicidade para aumentar a produção agroalimentar. Nesse sentido, mudanças são essenciais para um comportamento alimentar saudável com rigor na produção e no consumo.

Convém ressaltar, a princípio, que alterações na produção de alimentos afeta o modo de consumir. Dessa forma, operações como “Carne Fraca” e “Leite Compensado” identificaram adulteração em produtos de origem animal. Esses crimes enfraquecem a confiança em mercadorias in natura e incrementa a venda de ultraprocessados ricos em sódio, gorduras e açúcares. Consequentemente, 60% dos brasileiros ingerem alimentos industrializados em excesso, conforme o Ministério da Saúde.

Outro aspecto importante é a alimentação rápida, devido ao sistema capitalista que exige praticidade e consumo exacerbado. Observa-se, assim, que as refeições contemporâneas se baseiam em “fast-foods”, “drive-thru” e pré-cozidos. Analogamente, percebe-se, na animação “Os Simpsons” o comportamento, de grande parte, da comunidade com o protagonista Homer comendo demasiadamente rosquinhas adocicadas, pizzas, cervejas e sem praticar atividade física.

Portanto, mudanças tanto no consumo quanto na produção são importantes para hábitos alimentares mais saudáveis. Para que, a população mude, incentivos por parte dos Ministérios da Saúde e da Educação são necessários, como a introdução de aulas sobre alimentação e valores nutricionais nas escolas e nas mídias a fim de restringir o consumo de ultraprocessados. Logo, uma comunidade sensibilizada pode cobrar tanto das empresas alimentícias melhores produtos, menor uso de agrotóxicos e de condimentos, quanto mais rigor na fiscalização destas por parte do Governo.