O comportamento alimentar brasileiro

Enviada em 01/11/2018

No que se refere, aos hábitos alimentares da sociedade brasileira contemporânea, observa-se a influência de fatores econômicos e sociais aos quais a escolha do alimento se encontram diretamente ligados. Sem dúvida, há uma grande falta de consciência alimentar, por vezes levando ao sedentarismo que certamente é a porta de entrada para o desenvolvimento de várias doenças. Sobretudo, essa negligência provém de uma sociedade imediatista, ao qual estamos inseridos e da falta de políticas do Estado.

Primeiramente, é possível perceber que a circunstância deve-se a questões socioculturais. Isso se deve, ao fato de vivermos em uma sociedade que busca rapidez e praticidade, deixando de lado os cuidados essenciais com a saúde e a alimentação. Prova disso, são os Fast Foods, do inglês comida rápida, trazidos ao Brasil na década de 50 com a chamada americanização ocorrida após a 2ª Guerra Mundial, agregando a cultura alimentar americana a nossa. Assim, houve uma aumento do consumo de alimentos industrializados, negligenciando a saúde da população, por serem prejudiciais e levarem ao sedentarismo OMS (Organização Mundial Da Saúde), é a segunda maior causa de mortes no mundo.        Paralelo a isso, vale ressaltar o papel do governo diante do problema. Visto que, a falta de políticas em relação à melhor rotulação dos alimentos, ao qual são atribuídos rótulos pequenos e sem o aviso prévio de possíveis danos a saúde que o seu consumo possa vir a causar, como é o caso da obesidade, colesterol, diabetes e o alto consumo de agrotóxicos. Por outro lado, a diferença de preço entre alimentos considerados saudáveis e os prejudiciais à saúde, onde há a tendência de menor custo, levando por consequência ao mal consumo da população. Para ilustrar, segundo o Ministério da Saúde, 60% dos brasileiros ingerem diariamente os alimentos com os maiores teores de gordura, fato que explica estarmos com o maior número de diabéticos do mundo. Logo, nota-se a dificuldade de se alimentar corretamente, não só por falta de incentivo mas também, por falta de informação.

Portanto, medidas se fazem necessárias para resolver o problema. Cabe ao Ministério da Saúde o dever de criar projetos nas escolas e nas UBS (Unidade Básica De Saúde), por meio da promoção de palestras e campanhas que apresentem profissionais como nutricionistas e médicos, com a finalidade de conscientizar o consumo para evitar as doenças ocasionadas pela má alimentação. Além disso cabe por outro lado ao governo federal criar leis que aumentem o rotulo dos alimentos e indique a consequência de seu consumo. Dessa maneira, introduzindo na sociedade uma maior consciência alimentar, e garantir a todas as faixas etárias uma melhor qualidade de vida.