O comportamento alimentar brasileiro

Enviada em 02/11/2018

“O maior erro que um homem pode cometer é sacrificar a saúde a qualquer outra vantagem”. A declaração de Arthur Schopenhauer, filósofo alemão do século XIX, permite-nos refletir sobre como os péssimos hábitos alimentares da população representam um desafio a ser enfrentado de forma mais organizada pela sociedade brasileira. Nesse sentido, pode-se evidenciar não só o aumento do número de doenças relacionadas ao trato digestório como também a falta de políticas públicas que ensinem sobre a importância da alimentação saudável, principalmente, para as crianças.

Em uma primeira análise, é possível destacar que o avanço das tecnologias industriais promoveu uma drástica modificação no estilo de vida das pessoas contribuindo para o avanço dos níveis de doenças. Em vista disso, segundo informações do portal de notícias G1 um estudo do Instituto do Câncer de São Paulo (ICESP) mostrou que 60% das pessoas com câncer se alimentavam mal, demonstrando um fator preocupante. Todavia, ações preventivas não são adotadas, sendo inadmissível, que a classe médica como detentora dessas informações não se manifeste cobrando medidas mais efetivas do governo.

Sob esse viés, é perceptível a ausência de uma educação alimentar nas instituições de ensino, especialmente, na rede pública. Nessa continuidade, a desinformação decorrente desta falha estrutural contribuem para que as crianças cresçam e se desenvolvam de maneira insatisfatória, pois assim como seus pais são influenciados pela mídia que propaga a alimentação inadequada. Desta maneira, fica evidente o descaso com o consumidor, infelizmente, nem todos tem as mesmas condições de saber o que está sendo consumido, pois os rótulos existentes são difíceis de serem compreendidos, bem como, incompletos. A realidade exposta por Schopenhauer, é ainda um fator atual, é urgente a melhora na qualidade da alimentação no Brasil e na qualidade de vida da população, com uma educação alimentar de qualidade.

Logo, é necessário que o Governo Federal, por meio do Ministério da Saúde, implemente medidas mais eficientes que assegurem uma melhora nessa questão: promoção de políticas públicas que obriguem às escolas a inserir em seu conteúdo o ensino da importância de alimentos saudáveis aliando teoria e prática assim como torne obrigatório que as empresas deixem claro o conteúdo existente em seus alimentos por meio de rótulos de fácil compreensão. Espera-se, com isso, não só reeducar a alimentação da população, como também evitar o aumento de peso nas pessoas.