O comportamento alimentar brasileiro
Enviada em 12/03/2019
Desde o século XIII, com a chamada Revolução Industrial, os alimentos sofreram diversas modificações, baseados em novas tecnologias de processamento, visando facilitar o dia a dia do consumidor. Atualmente, os hábitos do brasileiro vêm, a cada dia, se redefinindo, em razão do consumo de produtos processados e das grandes indústrias de fast foods. Contudo, esse processo acarreta em um significativo crescimento de crianças, jovens e adultos com problemas causados pelo excesso de peso. Nesse sentido, medidas são necessárias para resolver o impasse.
Primeiramente, nota-se que a alimentação, nos dias atuais, é marcada pelo estilo rápido e prático, a fim de otimizar o tempo de preparo dos alimentos. Assim, a indústria de consumo tem ampliado, paulatinamente, a produção desses alimentos, levando aos brasileiros a grande mudança nos hábitos alimentares e provocando, por conseguinte, a grande fragilidade da saúde da população.
Faz-se necessário salientar que, de 2006 até 2016, os percentuais de excesso de peso subiram de 42,6% para 53,8%, enquanto os casos de obesidade aumentaram 60%, segundo o Ministério da Saúde. Aliada ao consumo de alimentos processados e pouco saudáveis, a falta da prática de exercícios também é um impulsionador do problema. Segundo o IBGE, 5,8% de jovens em idade escolar não se exercitam, gerando muitas negativas, como doenças cardiovasculares, diabetes, colesterol alto, hipertensão e problemas respiratórios, no pulmão e fígado.
Infere-se, portanto, que tornam-se necessárias entraves para garantir a erradicação dos problemas acarretados. É necessário que a mídia e a indústria invistam no contraponto ao fast food, preparando alimentos mais saudáveis, que tenham mais qualidade e menos calorias. Além disso, cabe às escolas a função de abordar, através de palestras educativas, a valorização da alimentação regular e saudável, bem como a prática de exercícios. Assim, espera-se obter uma melhoria nas condições de saúde da população brasileira.