O comportamento alimentar brasileiro
Enviada em 10/03/2020
“Você é o que você come”. Essa é uma máxima que se originou nos anos 70, a partir de um movimento vegetariano surgido na Índia, e que se espalhou por todo o globo. Nesse cenário, apesar de uma alimentação equilibrada ser inegociável para a saúde do indivíduo, a rotina cada vez mais acelerada do brasileiro possui impacto direto com o comportamento alimentar do mesmo, afetando não somente os adultos, mas também as crianças. Em vista disso, é necessário um conjunto de ações que visem mitigar essa problemática.
Em primeiro plano, o sociólogo polonês, Zygmunt Bauman, descreve a liquidez da sociedade pós-moderna, que se configura também por meio de uma rotina hiperacelerada. Prova disso, o cotidiano do brasileiro prioriza os compromissos relacionados ao trabalho, além de desperdiçar diversas horas nas redes sociais, negligenciando quase que completamente a própria alimentação. Desse modo, as frutas, verduras e legumes são substituídas pelos produtos ultraprocessados e hiperpalatáveis, além dos fast-foods, as populares comidas rápidas, o que causa prejuízos profundos á saúde do brasileiro.
Como consequência dessa alimentação desequilibrada, as crianças, que acompanham os hábitos alimentares dos pais, acabam por ser afetadas. Nessa perspectiva, de acordo com a OMS- Organização Mundial da Saúde- apenas 12% das crianças com idade de 4 anos possuem uma alimentação saudável, e 1 em cada 3 crianças estão com sobrepeso no Brasil, o que corrobora com a teoria de que os maus-hábitos alimentares são adquiridos desde a infância.
Pode-se dizer, portanto, que uma rotina acelerada afeta negativamente o comportamento alimentar de adultos e crianças. Nesse sentido, é necessário que haja a veiculação de campanhas publicitárias feitas pelo Governo, em parceria com a mídia televisiva, no intuito de conscientizar a população de que negligenciar o tempo do preparo da boa alimentação, culminará em tempo investido futuramente para o tratamento de doenças. Além disso, as escolas, em parceira com as ONGs, devem proporcionar ortas coletivas com a participação das crianças, para que desde cedo elas compreendam a importância de uma dieta á base de frutas, legumes e verduras. Ademais, as escolas devem aderir a um cardápio estritamente saudável, para auxiliar na adoção de bons hábitos alimentares por parte dos alunos. Afinal, se a máxima “Você é o que você come” estiver correta, com todas as medidas acima, seremos uma sociedade de pessoas mais conscientes e mais saudáveis.