O comportamento alimentar brasileiro

Enviada em 21/05/2020

Durante o Período Homérico, na Grécia Antiga, as comunidades chamadas Genos representavam um modelo estrutural ideológico de convivência em grupo ideal, pois havia entre os povos uma consciência coletiva geradora de uma perfeita unidade social. Nelas, as terras eram comunitária e seus moradores plantavam e colhiam alimentos saudáveis, obtendo saúde por conta disso. No entanto, evidência-se, atualmente, o contrário dessa realidade, já que a problemática da má qualidade alimentar persiste intrinsecamente, seja por falta de ética, seja pelos altos preços. Logo, é necessário discutir os desafios relacionados à alimentação.

É notório que, a ambição econômica está entre as causas do problema. Conforme Immanuel Kant, ’’ O imperativo categórico é o dever de que todas as pessoas têm de seguir princípios os quais seriam benéficos se fossem seguidos por todos os seres humanos’’. Dessa forma, pode-se afirmar que as empresas alimentícias praticam totalmente o inverso da teoria do filósofo, haja vista que, a fim de manterem-se na competitividade e alcançarem os maiores lucros, manipulam os alimentos buscando maior qualidade aparente deles. Entretanto, tornam-os prejudiciais à saúde da população. Logo, se houvesse ética dentro das empresas elas deixariam de comercializar alimentos que denigrem a vida.

Ademais, vale ressaltar que, o consumo desordenado torna-se o principal responsável para o impasse presente na sociedade atual. Tal hábito ocorre devido à adesão de grande parte dos indivíduos a tradição de alimentos industrializados, impulsionados pela divulgação através dos meios de comunicação. Essa circunstância conjuga-se com o pensamento de Zygmunt Bauman, ’’ Consumo, logo existo’’. Logo, vale salientar também que o cotidiano de vários funcionários impossibilita-os para o retorno a seus domicílios, refletindo como a única opção de alimentação, lanchonetes, Fast Foods ou estabelecimentos culinários.

Portanto, medidas são necessárias para resolver esse impasse. O Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome deve criar caravanas alimentares que devem viajar pelo território, construindo pequenos estabelecimentos, convocando a população a conhecer os hábitos saudáveis. Ademais, o Ministério da Fazenda pode financiar fiscalizações diárias nas empresas, a fim de conter irregularidades nas alimentações. E além disso, deve entrar em acordo com elas no intuito de fazerem produzir alimentos naturais e baratos.