O comportamento alimentar brasileiro
Enviada em 04/06/2020
É inegável que a presença de um cotidiano muito agitado e a falta de uma educação nutricional nas escolas são algumas das causas que fazem com que o comportamento brasileiro seja de péssima qualidade. Dessa maneira, medidas corretivas a fim de promover a qualidade da mesma fazem-se necessárias.
A priori, é importante ressaltar o fato das pessoas terem menos tempo disponível, devido a longas jornadas de trabalho, consideradas por Karl Marx uma alienação, e com o alto número de afazeres a alimentação se vê prejudicada, visto que alimentos disponíveis de forma rápida e prática torna-se mais eficaz por demandarem menos tempo de preparo, como o “fast-food”. Isso pode ser adaptado à ideia da modernidade líquida de Zygmunt Bauman, na qual o prazer imediato e o descuido com o futuro têm sido prioridade na vida do ser humano. Ainda convém lembrar que tal prática acarreta prejuízos à saúde, pois, esses alimentos possuem grande quantidade de gordura e falta de nutrientes. Além de uma sociedade com mau comportamento alimentar, consequentemente o aumento da obesidade, tem-se também o desenvolver de doenças cardiovasculares e diabetes, segundo a OMS.
Outrossim, de acordo com um estudo desenvolvido pela OMS, em parceria com o Imperial College de Londres, o número de obesos de 5 a 19 anos de idade saltou de 11 milhões para 124 milhões no período de 1975 a 2016, um crescimento impressionante num curto espaço de tempo. Por conta desse cenário, é de extrema importância que haja ações voltadas para a educação alimentar e nutricional dos estudantes, em escolas, uma vez que muitos dos jovens tem suas refeições diárias no local institucional. Além de que as crianças que crescem sem uma alimentação adequada, equilibrada e com diferentes fontes de nutrientes, possuem uma maior dificuldade em manter hábitos saudáveis na vida adulta, gerando uma população cada vez mais doente. Logo, medidas para solucionar o problema são necessárias.
Portanto, cabe ao Ministério da Saúde solucionar a problemática, deve-se criar campanhas publicitárias, por meio dos veículos de comunicação, para alertar os riscos da alimentação inadequada para toda a população. Complementarmente, o Ministério da Educação deve desenvolver políticas institucionais, com o auxílio da substituição de alimentos fritos por assados, por exemplo e vetando a comercialização de alimentos não saudáveis dentro das escolas, para promover os hábitos alimentares de crianças e adolescentes. Sabe-se que há muitos desafios a serem enfrentados, mas, para por fim nessa mazela, é possível transpor esses obstáculos.