O comportamento alimentar brasileiro

Enviada em 05/06/2020

No filme o Professor Aloprado, o cientista Sherman - obeso e com péssimos hábitos alimentares - ao se apaixonar por sua colega de trabalho, busca criar uma porção milagrosa para emagrecer e até consegue, mas o medicamento traz danosas consequências ao seu corpo. Dessa maneira, a realidade não acontece assim, já que, ao invés da busca soluções milagrosas, a população deve procurar mudanças para melhorar os hábitos alimentares. Ademais, convém perceber que o consumo contínuo de alimentos não saudáveis é frequentemente incentivado pela mídia, o que pode ocasionar doenças.        Em primeira análise, o comportamento alimentar inadequado pode desencadear doenças. De acordo com o artigo sexto da Constituição Federal, todos têm direito a uma alimentação com um bom valor nutricional. No entanto, com o aumento do número de casos de obesidade, por exemplo, pode-se observar que há uma discrepância entre o aparato jurídico e a realidade do país. Desse modo, o risco de reforçar esse hábito desagradável é que, posteriormente, além da obesidade, a doença desencadeia mazelas secundárias, como: hipertensão, diabetes, asma e até mesmo depressão. Consequentemente, o infeliz costume não só trará danos à saúde, mas também aumentará exponencialmente gastos do país com a saúde pública.

Diante disso, a mídia é muito atuante na influência do comportamento alimentar do brasileiro. Para Pierre Bourdieu, o poder simbólico consiste em mecanismos de poder e dominação por meio de discursos e formas de se comunicar. De maneira semelhante, muitas vezes, o poder midiático, financiado pelo empresariado brasileiro, investe em propagandas alusivas e criativas para atrair a população a consumir alimentos nada nutritivos, altamente industrializados e com substâncias nocivas à saúde, o que faz da mídia um obstáculo para o avanço do consumo de alimentos saudáveis. Por conseguinte, a sociedade, por estar sempre em contato com as redes de comunicação, torna-se refém dessas propagandas nada comprometidas com a saúde.

Desse modo, o Estado, em parceria com setores alimentícios, deve estabelecer melhores diretrizes nutricionais, por meio da criação de leis para alterar a tabela nutricional dos produtos, tornando-os mais saudáveis, a fim de resguardar a saúde da população. Somado a isso, o Governo Federal, em conjunto às ONG’s, deve fortalecer a importância da relação da vida saudável com bons hábitos alimentares, por meio de propagandas e até mesmo pela criação de programas televisivos, com o objetivo de incentivar ainda mais o comportamento alimentar brasileiro.