O comportamento alimentar brasileiro
Enviada em 12/09/2020
Desde o início das civilizações, os hábitos alimentares de uma população depende, exclusivamente, da disponibilidade dos alimentos naquela região, entretanto, com a globalização e o crescimento da indústria alimentícia, que, por sua vez, disponibiliza alimentos de, praticamente, todos os países para a população, o comportamento alimentar mudou sua dependência, tornando-se diretamente influenciado pelo valor dos produtos, que, consequentemente, são ligados as taxações de impostos na produção, importação e comercialização. Nesse contexto, no Brasil, os padrões de consumo, devido aos altos preços, tendem, cada vez mais, ao mercado ilegal, o qual fornece produtos com valores muito mais acessíveis, porém, muitas vezes, tais mercadorias são produzidas sem fiscalizações e cuidados necessários, colocando em risco a vida da população.
Atualmente, no Brasil, o mercado ilegal é uma realidade, nota-se isso, principalmente, no comércio de cigarros. Com o produto nacional tendo o triplo de impostos em relação aos países vizinhos, o consumo através do contrabando torna-se uma alternativa. Todavia, essas taxações tributárias transcendem as tabacarias, aplicam-se a todos os setores, inclusive o alimentício, que, assim como no caso dos cigarros já citado, força os consumidores a recorrerem ao comércio clandestino, que, geralmente, além de não pagarem impostos, não aplicam as vacinas nos animais e fazem uso exagerado agroquímicos, podendo causar graves problemas de saúde no cidadão que consume tais produtos.
Sendo assim, esses fatores explicam o porquê do Brasil, mesmo com ampliação do mercado alimentício, apresentar altos índices de DTAs, que são facilmente evitadas com um comportamento alimentar baseado em alimentos devidamente produzidos, tendo-se como exemplo de tal situação o verme de porco, que mata, anualmente, cerca de 140 mil brasileiro. Nesse aspecto, é notório que esse cenário é responsável pelo aumento da taxa de mortalidade, ampliação do número de doenças e lotação do sistema de saúde publica.
Em suma, percebe-se que o comportamento alimentar dos brasileiros, gerado devido a alta taxação tributária, é causador de milhares de mortes. Portanto, ações devem ser tomadas pelo ME, órgão responsável pela politica econômica e administração financeira do país, por meio da redução de impostos na produção, importação e comercialização de produtos, além da atuação do MEC, por intermédio de aulas e palestras que mostrem o quão prejudicial é o consumo de alimentos clandestinos, a fim de promover, através da redução do preço e conscientização da população, acessibilidade de custo e consumo consciente, com isso, mudando o comportamento alimentar da população, logo, reduzindo a quantidade de DTAs e mortes, assim, melhorando a qualidade de vida dos brasileiros.