O comportamento alimentar brasileiro
Enviada em 09/09/2020
Desde a antiguidade, o homem busca conhecer os alimentos, uma vez que neles estão a fonte nutricional para o desenvolvimento humano. Entretanto, o Brasil se distancia desse hábito, pois, mesmo que possua um grande volume de insumos, vive a subnutrição, devido à ausência da educação alimentar e a falta de políticas públicas que promovam o consumo consciente.
Primeiramente, deve-se compreender que a Revolução Industrial foi a precursora da mudança dos hábitos alimentares, tendo em vista que nasceu a necessidade de criar alimentos rápidos de serem consumidos, para facilitar as longas jornadas de trabalho dos operários. Dessa forma, fica evidente que a alimentação se tornou um produto do capitalismo, pois a a partir desse momento, as grandes empresas do ramo alimentício irão expandir-se através da cultura dos fast food.
O grande problema disso, é que essa nova ideologia passou a ser disseminada pelas mídias, por meio de propagandas, que visam induzir a população a incorporar os produtos industrializados ao cardápio, em detrimento dos essenciais como as frutas, verduras e legumes. Tal situação, compromete a saúde desses consumidores, tendo em vista que é uma nutrição baseada em altas concentrações de sódio, acúcares e gorduras, que por sua vez, promovem o aparecimento de doenças como a hipertensão e a diabtes.
Nesse contexto, a pesquisa da OMS (Organização Mundial da Saúde), mostra que 80% dos brasileiros, acreditam comer o ideal, ou seja, um terço do prato de cada refeição com vegetais e frutas, o que revela a desinformação com relação a construção de uma refeição equilibrada. Concomitantemente a isso, vale ressaltar que as instruções sobre os alimentos são primordiais desde a fase infantil, já que crianças educadas, poderão ser adultos mais conscientes.
Além disso, deve-se evidenciar a falta de comprometimento do governo, em criar políticas públicas que impeçam as grandes redes de fast food promoverem publicidades, que incitam o consumo demasiado de industrializados e em estimular a população sobre esses, como os índices glicêmicos, as taxas de conservante, entre outros.
Portanto, é notório a necessecidade que a Organização Mundial da Saúde possui em elevar o ensino nutricional nas escolas, como uma das disciplinas a serem estudas, por meio da contratação de profissionais da área, que ministrem aulas e palestras com imagens e textos lúdicos, que mostram a importãncia de uma refeição saudável. Além disso, é importante que os pais possam estar presentes nesses encontros, para que haja o compromisso na formação dos alunos, a fim de promover o consumo consciente e a melhoria da saúde social.