O comportamento alimentar brasileiro
Enviada em 15/09/2020
A Revolução Agrícola surgiu como processo de transição da vida de caça e coleta nômade para o sedentarismo agrícola que possibilitou o aumento exponencial da população humana. Dessa forma, a melhoria da qualidade de vida por meio da alimentação deixou de ser um desafio no passado e que, atualmente, tornou-se uma prerrogativa para o consumo exacerbado, ocasionando riscos à saúde do indivíduo.Nesse ínterim, é imprescindível a necessidade de reeducação alimentar como forma de desassociar o bem-estar em produtos industriais em consonância aos in natura, visto que os alimentos industriais fazem parte das refeições cotidianas do brasileiro hodierno.
Nesse contexto, a conduta alimentar brasileiro torna-se um entrave acerca da saúde do cidadão, posto que as refeições estão regradas de produtos artificiais que agravam doenças cardíacas e em diversas comorbidades que acometem a saúde de jovens, como o sobrepeso. Diante disso, a sociedade brasileira se integra à sociedade consumista, exemplificada por Guy Debord, no livro ´´Sociedade do Espetáculo´´, onde a realidade transmitida pela mídia cria o desejo do cotidiano em consumir, nesse viés, à alimentos que são fabris, utilizando de anúncios e ideais a fim de mentalizar no cidadão a normalidade desses víveres. Sendo assim, a alimentação passou de um obstáculo à sobrevivência para ser um cuidado acerca da saúde que precisa ser resguardada diante facilidade de refeições industriais.
Outrossim, de acordo com José Saramago, o pior cego é aquele que não quer enxergar, no livro “Ensaio sobre a cegueira”, implica como a consequência é visualizada, mas a prevenção e mudança na busca de soluções são cegados.Sob esse viés, no Brasil, esse comportamento alimentar imaginário cria uma cegueira aos malefícios que são responsáveis pelo sobrepeso infantil e pelo aumento de casos com doenças cardíacas. Posto isso, o objetivo de empresas que veem o brasileiro como consumidor acessível e põe em foco uma transformação de mentalidade de que o industrial, por ser um alimento fácil, pode ser cotidianamente ingerido invadem a privacidade em busca de modelar a conduta alimentar do brasileiro.
Portanto, o costume atual do consumo alimentício industrial corrobora no agravo dos casos de doenças vis da ingestão exacerbado e cotidiana. Sendo assim, o Estado deve fomentar o conhecimento pela população diante desse consumo, por meio de parcerias com a Mídia em propagandas com dados governamentais sobre a ascensão das doenças cardíacas e por exemplos de como o sobrepeso em infantis influenciam na vida, a fim de modificar o raciocínio da facilidade dos alimentos industriais e conectar os malefícios desse consumo industrial cotidiano.Tudo isso para que o indivíduo, adulto ou jovem, seja um agente conhecedor de como se defender e garantir o seu bem-estar alimentar.