O comportamento alimentar brasileiro

Enviada em 02/09/2020

Discutir sobre questões alimentares no Brasil além de um fator nutricional, é um mecanismo relevante nas esferas de políticas públicas A priori, há um aumento expressivo dos maus hábitos alimentares, caso esse de saúde pública. No outro extremo, é importante que se discuta uma questão de acesso à uma alimentação saudável a partir de uma visão socioeconômica.

O processo de globalização alterou não apenas as relações técnico-científicas, mas também as relações de trabalho. Nessa seara, sentar-se a mesa durante as refeições e adequar o consumo de alimentos com alto valor nutricional tornou-se um desafio para a maioria da famílias brasileiras. Pesquisas recentes divulgadas pelo Conselho Federal de Nutrição (CFN), indicam um aumento de 27% no consumo de alimento ultraprocessados, esses por sua vez, apresentam um alto potencial cancerígeno.

No outro extremo, é importante que seja discutida o acesso aos alimentos saudáveis no Brasil. Têm-se no país uma estrutura agrária fundamentada por latifúndios monocultores voltados a exportação, a produção de produtos orgânicos e com preços acessíveis é considerada, para muitos, utopia. Nesse contexto, destaca-se a dificuldades dos pequenos agricultores - que representam parcela significativa na produção dos bens alimentícios no consumo nacional - no acesso à tecnologias, crédito bancário e apoio das instituições estatais, o que encare-se o preçõ para o consumidor final.

Portanto, investir em programas de educação alimentar nas escolas parece ser o ponto de partida para a resolução da questão. A introdução de bons hábitos alimentos pressupõe um entendimento socio-econômico a respeito do Brasil. Ademais, cabe ao Estado, ampliar as formas de incetivo ao consumo saudável, seja por meio de campanhas publicitárias e, principalmente, no apoio aos produtores de produtos orgânicos com, por exemplo, a ampliação do Programa Nacional de Apoio à Agricultura Familiar (PRONAF) e também na capacitação técnica desse agricultores.