O comportamento alimentar brasileiro
Enviada em 16/09/2020
A partir do século XX, o mundo passou por um intenso processo de globalização, aprofundando internacionalmente a integração cultural, econômica, política e social. Embora o fator histórico tenha contribuído para uma maior facilidade ao acesso de informações úteis ao nosso dia a dia, muitos não as aproveitam. Tal fato é evidenciado no comportamento alimentar brasileiro, tendo em vista que apesar da vasta existência de referências benéficas à saude, a falta de tempo dos indivíduos associado aos preços elevados dos alimentos orgânicos, faz com que o problema perpetue na sociedade do país.
Em primeira análise, é indubitável que o trabalho consome grande parte do tempo das pessoas, fazendo com que outras atividades não tenham sua devida atenção necessária, como a dedicação à saúde. Após a Segunda Guerra Mundial, a cultura fast-food eclodiu mundialmente, consistindo em refeições processadas e servidas rapidamente. Apesar da praticidade, esse tipo de nutrição possui um teor alto de gorduras saturadas, açucar, sal e calorias, causando uma maior tendência às doenças como a hipertenção, a obesidade, a depressão e diabete, diminuindo a qualidade de vida do trabalhador ou estudante que busca uma forma rápida de se alimentar.
Ademais, o consumo de uma refeição saudável é dificultado pela questão econômica, dado que, as mercadorias orgânicas são mais caras que os industrializados. De acordo com o Ministério da Saúde, a obesidade obteve um aumento de 60% nos últimos dez anos no Brasil, afirmando o fato de que os alimentos com baixo grau nutritivo estão sendo cada vez mais consumidos, da mesma forma que esse tipo de comida contém uma maior acessibilidade econômica. Assim, com a otimização dos processos de fabricação de comestíveis, resultando possivelmente na variação dos preços, se torna progressivamente mais fácil e alcançável o hábito de uma alimentação maléfica a nossa vitalidade.
Depreende-se, portanto, a relevância de um desempenho alimentar benéfico à sociedade brasileira. Para que isso ocorra, é necessário que o Estado ofereça programas que facilitem a compra de alimentos orgânicos, dando assistência aos pequenos produtores, por meio de financiamentos, consequentemente, diminuindo o preço desses produtos, aumentando a aproximação de uma alimentação saudável à população. Assim, torna-se possível seguir as informações disponibilizadas para nós por meio do mundo globalizado, para uma melhor nutrição em nosso cotidiano.