O comportamento alimentar brasileiro
Enviada em 05/09/2020
Desde os primórdios de sua colonização o Brasil é um país com a economia preponderantemente agrícola, sendo essa atividade responsável por compor a maior parte do PIB (Produto Interno Bruto) do gigante sul-americano segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Sendo assim, infere-se que a população brasileira teria, teoricamente, um acesso barato e de qualidade a esses gêneros. Entretanto, ao observar os padrões alimentares dos brasileiros no século XXI não se vê uma dieta equilibrada rica em frutas e vegetais, sendo necessário analisar essa problemática à luz da cultura e da economia.
Em primeiro lugar, segundo o teórico inglês Thomas Malthus, os hábitos alimentícios de uma população são reflexos da produção econômica de onde vivem. Tal fato se observou por muito tempo no país tupiniquim, porém com o decorrer do século os alimentos vinculados à agricultura de subsistência saíram do cardápio dos brasileiros dando lugar à comidas ultra-processadas. Isso ocorreu pois esses produtos são de fácil acesso, baixo custo e economizam tempo de preparo, características essas fundamentais ao estilo de vida do home contemporâneo, mesmo que isso se configure como um prejuízo para sua saúde.
Por outra perspectiva, o Brasil vêm vivenciando nos últimos anos uma crescente crise econômica de acordo com a administração financeira da União. Essa realidade reflete, entre outros aspectos, no encarecimentos dos produtos agrícolas e na não manutenção do salário das pessoas, que acabam por não acompanhar o aumento dos preços no mercado. Desse modo, torna-se mais difícil a prática de uma alimentação equilibrada entre os brasileiros, visto que nem todos possuem os mesmos recursos para investir nesse cuidado.
Em síntese, o comportamento alimentar da população brasileira é reflexo de alguns padrões culturais difundidos no século XXI e das dificuldades econômicas enfrentadas atualmente pelo país. Nesse sentido, faz-se necessário que as prefeituras municipais, por meio da parceria com pequenos produtores locais, promovam feiras semanais que comercializem produtos naturais, de boa qualidade, orgânicos e de preço acessível, de modo que não só permita promover para a população em geral uma boa alimentação como, também, possibilite ajudar e incentivar os agricultores locais.