O comportamento alimentar brasileiro
Enviada em 04/09/2020
Desde que foi revelada a venda de carne vencida e moída com papelão, feita pela empresa JBS, foi possível perceber uma maior atenção dos consumidores diante da procedência alimentícia. No entanto, o mau comportamento alimentar brasileiro não se baseia só em carne de má formação, mas, também, em uma alimentação desequilibrada. Além disso, a desigualdade fica bastante nítida, já que uma significativa parcela da população não têm acesso ao básico. A problemática persiste intrinsecamente ligada a realidade do país, seja pela falta de incentivo desde a infância para uma alimentação mais saudável, seja pelas fracas políticas diante da situação de miséria.
É indubitável que o acesso a comida rápida esteja entre as causas do problema. A partir da expansão, principalmente no século XX e XXI, de comidas enlatadas, industriais e pré-prontas, os pais não têm poupado as crianças, que desde cedo, não são propriamente orientadas. De maneira análoga, é possível observar que, no Brasil, o cardápio infantil se encontra com deficiência de variedades nutricionais, logo é necessária uma intervenção imediata por parte dos familiares e das instituições.
Outrossim, destaca-se a questão constitucional e a sua aplicação como impulsionadora do problema de fome no país. Segundo o filósofo grego Aristóteles, a política deve ser utilizada de modo que, por meio da justiça, o equilíbrio seja alcançado na sociedade. Seguindo essa linha de pensamento, observa-se que o Brasil apresenta uma disparidade na questão de distribuição de comida, em que muitas pessoas se encontram abaixo da linha da pobreza e, praticamente, invisíveis diante da sociedade. Isso demonstra, portanto, que mesmo com a defasagem alimentar do brasileiro, ainda há pessoas que ficam dias sem ingerir nada.
É evidente, portanto, que ainda há entraves para garantir a solidificação de uma nutrição adequada e equilibrada na sociedade brasileira. Destarte, os governantes devem fazer o aprimoramento de medidas para a distribuição alimentícia em lugares com o maior índice de fome, promovendo campanhas de arrecadação e projetos como, por exemplo, a agricultura comunitária, em que pessoas dividem a comida e a força de trabalho, para a supressão da necessidade básica da vida. Além disso, o Ministério da Educação (MEC) deve instituir, nas escolas, reuniões e eventos, que discutam, de forma interativa, sobre a importância de um cardápio saudável, a fim da formação de adultos orientados e livres de doenças metabólicas.