O comportamento alimentar brasileiro
Enviada em 14/09/2020
A cultura alimentar brasileira sofreu com diversas mudanças devido às influências estrangeiras no país. Dessa forma, a culinária nacional foi desenvolvida por meio de um “mix” de culturas. No entanto, o hábito alimentar é um reflexo de aspectos sociais, por exemplo, a renda econômica de uma família.
Em primeira análise, a acessibilidade dos alimentos é um fator importante para o condicionamento de uma alimentação saudável. A partir disso, é possível explicar a facilidade ou a dificuldade de diferentes classes sociais na adesão de um mesmo alimento. Para ilustrar, dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) de 2008, apontam que apenas 0,6% das áreas estudas (na pesquisa sobre aquisição alimentar domiciliar per capita anual em Kg), consumem cocos, castanhas e nozes.
Em segunda análise, é válido expor que as oleaginosas citas anteriormente possuem um alto valor comercial e um papel importante na saúde. Para exemplificar, uma reportagem publicada pelo site “gazeta do povo” denúncia o valor abusivo, o qual a castanha alcançou em 2017, onde sua compra chegou a custar R$ 130,00 por quilograma. Em suma, o alto custo segrega e limita o mercado consumidor, além disso, restringe os benefícios que o consumo do produto acarreta como, a prevenção da hipertensão.
Portanto, é de suma importância o rompimento da elitização alimentar. Por isso, o Estado pode adicionar um auxílio extra alimentar para as famílias cadastradas no CadÚnico (Cadastro Único), a fim de ampliar o consumo de comidas como as oleaginosas, vegetais e legumes (não previstas nas cestas básicas). Para isso, a origem do dinheiro do auxílio proposto pode partir de uma porcentagem dos impostos recolhidos dos produtores dos alimentos citados. Assim, melhora-se aspectos na saúde e a qualidade de vida do cidadão.