O comportamento alimentar brasileiro

Enviada em 06/09/2020

“Mens sana in corpore sano”. Esse famoso provérbio latino que elucida a relação entre corpo e mente - uma mente sã em um corpo são - evidencia a necessidade de existir um equilíbrio entre eles. Pode-se afirmar que um corpo doente prejudica a mente e, para que isso não aconteça, é necessário mudar as condutas alimentares de diversos brasileiros, especificamente, que não desfrutam de uma alimentação saudável, muitas vezes causadas por influências midiáticas.

Em primeiro lugar, verifica-se que com o advento da Revolução Industrial, o sistema de produção se aprimorou e possibilitou a oferta cada vez maior de produtos. Seguindo essa lógica capitalista, o crescimento dos meios de comunicação tornou-se uma oportunidade rentável para incutirem na população o consumo de alimentos industrializados por meio das propagandas. Esse fato, aliado a escassez de tempo na vida dos sujeitos para preparem suas alimentações, propiciou um terreno fértil para o nascimento do desequilíbrio alimentar que prejudica o corpo e a mente de muitos indivíduos.

Esse desequilíbrio alimentar é visto em todas as faixas etárias. De acordo com dados do IBGE, o excesso de peso em crianças de 5 a 9 anos chegou a marca dos 14% nos anos de 2008 e 2009, enquanto não alcançava nem 3% nos anos de 1974 e 1975. Esses dados reiteram uma pesquisa feita pela Universidade de Maryland na qual demonstra que, para a maioria das mães, a criança acima do peso é uma criança saudável. Mas elas estão enganadas, pois o sobrepeso, não somente nos adultos, mas nas crianças, provoca diversos riscos como doenças respiratórias, cardiovasculares, diabetes e até mesmo a depressão.

Em vista a esses fatos mencionados, há uma grande complexidade sobre a alimentação brasileira. Sendo assim, cabe ao Ministério da Saúde, juntamente a seus profissionais e aos canais abertos da televisão brasileira, elaborarem programas e rodas de conversa em horário nobre sobre os benefícios e as procedências dos alimentos, para que, assim, todos tenham a devida ciência do que estão ingerindo e quais serão as consequências, positivas ou não, para a saúde. É essencial, também, que o Governo e suas entidades diminuam os impostos das categorias de frutas e hortaliças, tornando-as mais acessíveis à população. Dessa forma, com a aplicação dessas ações, é possível caminhar para alcançar o equilíbrio alimentar e, logo, entre o corpo e a mente.