O comportamento alimentar brasileiro

Enviada em 16/09/2020

O costume alimentar está ligado a realidade de cada indivíduo, como fatores socioculturais, socioeconômicos, entre outros. A correria do dia a dia na vida das pessoas, faz com que elas optem por alimentos de preparo fácil e rápido, geralmente a primeira opção são alimentos industrializados ou preferem consumir em redes de fast-food. Portanto, a má alimentação é uma realidade na vida de muitos brasileiros, tornando-se um problema de saúde pública, sendo necessário analisar as raízes desse problema.

O mercado de fast-food segue em expansão no Brasil, a rede Popeyes anunciou a abertura de cerca de 300 lojas no Brasil até o final de 2020, segundo pesquisa da Associação Brasileira Industria de Alimentos (ABIA) a expansão desse mercado tem como motivo os seguintes fatores: expansão dos serviços de entrega delivery, participação da mulher no mercado de trabalho e ordenação de food-services, desenvolvimento de centros de consumos no interior, entre outros.

É notável que o desenvolvimento da indústria alimentícia tem como incentivo à alimentação irregular. Essa expansão das famosas redes de fast-food é uma opção ampla de ofertas de refeições instantâneas de baixo valor nutricional e com preços acessíveis, torna-se muito atrativo para o consumidor, o que gera problemas de obesidade na população brasileira. Outro ponto, são as indústrias alimentícias que muitas vezes visam apenas o lucro e aproveitam a precária fiscalização do setor para produzirem alimentos inadequados, com rótulos nutricionais incompletos e adição de substâncias nocivas para saúde do consumidor. Contudo, isso mostra o descaso que esse problema recebe no Brasil.

Dessa forma, medidas são necessárias para mitigar esse problema. O Ministério da Educação por meio das escolas deve orientar desde o começo da vida escolar dos jovens, os impactos positivos e negativos sobre a importância da alimentação. além disso, deve haver um conjunto de profissionais multidisciplinares, como, médicos, psicólogos, nutricionistas, professores de educação física, para orientações de jovens e adultos por meio de palestras, televisão, internet e rádio. Por fim, o Ministério da Justiça deve criar leis e fiscalizações mais rigorosas para empresas deste setor.