O comportamento alimentar brasileiro

Enviada em 12/09/2020

O surgimento do “Fast-food”, na década de 40, nos Estados Unidos, gerou um grande impacto no estilo de vida americano e, com a globalização, na alimentação mundial. Entretanto, não foi só isso, pois o péssimo comportamento alimentar brasileiro se deve também à negligência familiar e à falta de informação sobre uma dieta equilibrada. Sendo assim, medidas devem ser tomadas, a fim de resolver essa problemática.

De fato, há uma forte negligência alimentar por parte das famílias brasileiras. Sabe-se que, muitas vezes, por uma rotina intensa de trabalho ou por maus hábitos, os pais acabam passando para os filhos seus costumes alimentares desregrados. Isso quer dizer que muitas crianças não comem frutas e verduras, exageram nos doces e frituras e, consequentemente, podem se tornar obesas e adquirir doenças cardiovasculares graves. Dados da Secretaria dos Direitos Humanos mostram que três a cada dez pequenos, com idade entre 5 e 9 anos, estão acima do peso. Dessa maneira,nota-se que muitas famílias estão ignorando a prática de um estilo de vida saudável, prejudicando a si e aos filhos.

Além disso,a falta de informação sobre uma dieta equilibrada é causa de hábitos alimentares ruins para alguns brasileiros. Sabe-se que nem todos os indivíduos têm fácil acesso ao conhecimento e se alimentam conforme costumes familiares ou recomendações não seguras. Isso é preocupante,pois, geralmente, essas pessoas são as mesmas que vivem em locais precários, com pouco saneamento e limpeza pública, estando ,assim, mais sujeitos a doenças. Com efeito, a sugestão da OMS - Organização Mundial da Saúde - ,como a de que 1/3 do prato deve ser de legumes e verduras, não chega até esses brasileiros, o que os fazem permanecer nos hábitos alimentares ruins.

Fica claro,portanto, que o comportamento alimentar brasileiro está péssimo e que medidas devem ser tomadas, com o intuito de resolver esse problema. Para isso, compete ao Governo Federal realizar um enfrentamento mais específico na questão alimentar, por meio de campanhas publicitárias de impacto, as quais instruam as famílias sobre hábitos alimentares saudáveis e alertem acerca da obesidade infantil e riscos de doenças  cardiovasculares, com o propósito de pôr fim na negligência à alimentação. Ademais, cabe ao Ministério da Saúde realizar uma ação de combate à alimentação desregrada, por intermédio de informes educativos distribuídos pelos PSFs e pelos Guardas da Sucam - Fundação Nacional da Saúde - principalmente nas comunidades mais carentes e necessitadas de informação,  a fim de instruir os cidadãos e prevenir futuras doenças. Assim, o “império do Fast-food” não terá força no Brasil.