O comportamento alimentar brasileiro
Enviada em 12/09/2020
O risco que hábitos errôneos geram
O comportamento alimentar brasileiro vem sendo pautado no consumo de alimentos calóricos e com pouca taxa nutricional, contribuindo para o desenvolvimento de doenças. Nesse contexto alimentar brasileiro, a mídia, a aceleração da vida moderna e a inconsequência das empresas, constituem barreiras para o desenvolvimento de uma dieta saudável e balanceada. Assim, deve-se analisar as razões por trás dessa problemática.
Certamente, a rotina acelerada para a conclusão de serviços, atrelada à busca da praticidade e da rapidez, favorecem o desenvolvimento de um comportamento alimentar irregular, em que há uma maior procura às redes “fast food” e aos alimentos processados, substituindo pratos vigorosos por hambúrgueres e outros lanches de alto teor lipídico. Com isso, o desempenho desses indivíduos se torna diminuto, já que o organismo não atingiu as quantidades nutricionais necessárias para o seu funcionamento satisfatório. Por consequência, o risco de reforçar esse hábito errôneo é que, posteriormente, além da obesidade, a doença desencadeia mazelas secundárias, como: hipertensão, diabetes, asma e até mesmo depressão.
Ademais, as empresas, juntamente com a mídia, contribuem para a propagação da alimentação inadequada. A presença de rótulos nutricionais incompletos, a adição de substâncias em excesso e nocivas à saúde e a precária fiscalização sanitária, são provas do descaso com o bem-estar do consumidor. Além disso, o poder midiático, financiado pelo empresariado brasileiro, investe em propagandas alusivas e criativas para atrair a população a consumir alimentos nada nutritivos. Por conseguinte, o descaso das empresas e o exagerado contato com as redes de comunicação não só trará enfermidades, mas também aumentará gastos do país com a saúde pública.
Percebe-se, portanto, a necessidade de estabelecer diretrizes para reverter esse impasse alimentício. Cabe ao Estado aprofundar esforços para fiscalizar e aplicar punições mais rígidas às indústrias que infringirem as normas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), além de subsidiar a multiplicação de locais com prática de exercícios físicos que combatam a obesidade e outras doenças crônicas. Compete à mídia fortalecer a importância da relação de vida saudável com bons hábitos alimentares, por meio de propagandas. Assim, a sociedade vai estar em dia com a sua saúde e, consequentemente, com o seu bem-estar social.