O comportamento alimentar brasileiro
Enviada em 12/09/2020
No atual século, com a constante industrialização e rotinas trabalhistas agitadas, a sociedade brasileira busca, cada vez mais, por formas alimentares rápidas e já processadas, como o Fast-food ou comidas congeladas. Assim, a mudança brusca no comportamento alimentar alarma os especialistas, já que a substituição de hábitos alimentares saudáveis e naturais por uma alimentação ultraprocessada industrializada é a causa mais preocupante no desencadeamento de graves problemas de saúde em escalas massivas, como o câncer, a obesidade, bem como doenças cardiovasculares. Portanto, cabe ao Ministério da Saúde investir em projetos para o incentivo à alimentação natural brasileira.
A comida e o hábito alimentar estão fortemente intrínsecos aos costumes sociais e à realidade inserida. Elementos socioeconômicos, socioculturais, ambiente familiar, a mídia e o senso comum são fatores influenciadores do comportamento alimentar. Com isso, tal atitude leva ao hábito que, por sua vez, ao ser inadequado, pode se agravar, evoluir e debilitar o indivíduo e seus familiares envolvidos, o que causa problemas relacionados até mesmo na qualidade de vida do indivíduo.
Segundo dados do Ministério da Saúde, a obesidade cresceu cerca de 60% no país nos últimos anos, em que passou de 11,8%, em 2006, para 18,9%, em 2016. O excesso de peso também subiu, de 42,6% para 53,8%, no mesmo período. Desta forma, o aumento da obesidade em todo o mundo é uma preocupação da Organização Mundial da Saúde, que vê uma elevada possibilidade de surto epidêmico da doença. Entretanto, o crescimento do sobrepeso indica também uma alta incidência nos números de casos essencialmente em pessoas com baixo nível escolar, o que é altamente alarmante.
Paralelo a isso, as mudanças de comportamento à mesa são fatores que contribuem para o sentimento de ansiedade e compulsão. Os indivíduos se alimentam cada vez mais de maneira isolada, com pressa e sem planejamento. Deste modo, o hábito de alimentação em família também diminuiu, o que promove transtornos principalmente em crianças que, cada vez mais influenciadas pela mídia, optam por alimentações ultraprocessadas industrializadas, o que eleva as taxas de obesidade infantil, bem como problemas cardiovasculares e psicológicos.
Em suma, cabe ao governo federal realizar investimentos ao Ministério da Saúde e estabelecer parcerias com o Ministério da Educação, de modo a promover projetos educadores quanto à importância de adequados comportamentos alimentares, baseados em alimentações naturais, para a manutenção de uma boa qualidade de vida, bem como divulgar nas mídias programas sensibilizadores quanto às consequências de saúde geradas na persistência de alimentações ultraprocessadas, de maneira a se incentivar o consumo de produtos naturais, de boa procedência e de forma planejada.