O comportamento alimentar brasileiro

Enviada em 14/09/2020

A partir do século XX com o advento da globalização na esfera mundial, notou-se a disseminação e popularização das empresas de “fast-foods”. De forma análoga, no Brasil após o processo de urbanização, o comportamento alimentar começou a modificar-se  com a substituição por gêneros industrializados. Nesse sentido, a escassez de políticas públicas e os altos índices de excesso de peso contribuem para o aumento de doenças crônicas.

Em primeira analise, destaca-se a falta de iniciativas sociais e governamentais. Além disso, diante dessa conjuntura ,observa-se que no arcabouço sociocultural brasileiro há um déficit educacional  a cerca da importância da alimentação adequada desde o período de formação cidadã ao decorrer da vida, no entanto, a constituição de 1988 assegura por intermédio do Estado a responsabilidade de tal processo de forma saudável á quaisquer individuo, sem nenhuma distinção, além da responsabilidade de órgãos públicos para com a fiscalização da qualidade dos insumos alimentícios. Outro aspecto a ser considerado, infelizmente, é a ausência participativa da escola e família  na nutrição desde a infância .

Vale ressaltar que, a influência de empresas de comidas de origem fabril atreladas a demasiadas propagandas atuam de modo problemático no âmbito hodierno. Outrossim, tal contexto partindo da premissa da música “geração Coca-Cola” do Legião urbana, evidência o predomínio alimentício do modo estadunidense sobre nosso país que apresenta um comportamento segunda a ação midiática, principalmente nas metrópoles, visto que a correria devido as grandes distâncias para se deslocarem     fazem com que  não haja priorização de uma alimentação saudável, associadas a sedentarização que contribuem para o aumento crescente de doenças crônicas( obesidade, hipertensão, colesterol, diabetes, diversos tipos de canceres, entre outras). Entretanto, tal panorama reflete a atuação de um modelo socioeconômico vigente, preocupante.

A transformação na forma de se alimentar no Brasil, portanto, deve concretizar-se com as mídias, através de campanhas que incentivem  a exposição de informações socioeducativas com  o propósito de formar ovas gerações que não sejam “Coca-Cola” , como também as escolas educarem a partir do fomento de debates com a participação dos pais, a fim de estruturar uma sociedade saudável e diminuir o número de doenças , possibilitando uma melhor qualidade de vida.