O comportamento alimentar brasileiro
Enviada em 16/09/2020
Disparidades na alimentação do brasileiro
De fato, o Brasil é um dos maiores exportadores mundiais de alimentos, com uma grande variedade de frutas e carnes de qualidade. Contudo, o brasileiro fica sujeito aos excedentes dessa produção, e acaba por consumir diariamente carboidratos, que provém em sua maioria da produção interna. Desse modo, o comportamento alimentar do brasileiro não é muito favorável ao que se espera de uma alimentação saudável. Afinal, quem tem mais acesso aos melhores alimentos é a população mais rica. Além de quem, também, a agricultura familiar não é muito estimulada pelo governo.
De janeiro a maio de 2020, o PIB do agronegócio cresceu em maio 0,78%, de acordo com cálculos do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada). Em contrapartida a essa porcenagem, o Brasil apresenta elevada desigualdade social. Tal qual, as populações mais pobres e de classe média, maioria no país, fica sujeita à se preocupar mais em alimentar-se de forma acessível, sem se preocupar tanto com a questão nutricional. Analogamente, produtos de qualidade como frutas e legumes, acabam virando uma “possibilidade” de consumo e não uma obrigação exigida pela dieta.
Em 1948, a ONU decretou que o direito à alimentação é um direito básico que deve ser estendido a toda a humanidade. Todavia, no filme “O Poço”, é retratado um buraco profundo na qual estão inseridas várias plataformas, onde quem está nas plataformas superiores têm mais acesso aos melhores alimentos, e quem está nas inferiores quase não tem acesso ao alimento. Saindo da ficção, pode ser feita uma alusão a uma situação presente no país, em que segundo relatório da FAO (Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura), tivemos em 2019 mais de 9 milhões de pessoas passando por situação de fome absoluta aqui no nosso território. Dessa forma, do que adianta ter valores tão altos do PIB advindos do agronegócio, se ao mesmo tempo, parte da população do país não consegue ter acesso ao básico, fazendo com que a alimentação seja totalmente elitizada.
Uma alternativa para melhorar a situação da nutrição no país, é por meio do Ministério da Agricultura, que deve estimular a agricultura familiar (que além de aumentar a renda do camponês, não gera tanto impacto ambiental e traz mais variedade às feirinhas de todo país), através de incentivos fiscais a esse pequeno proprietário, para aumentar a disponibilidade de alimentos de qualidade para a população. Como também, o Ministério da Educação, deve promover palestras em escolas públicas, com auxílio de nutricionitas, sobre o impacto que um comportamento alimentar precário pode gerar ao indivíduo. Assim, com esse intuito, é esperado que a população tenha mais acesso a nutrientes variados e também esteja educada à procurar uma vida mais saudável.