O comportamento alimentar brasileiro
Enviada em 15/09/2020
Hoje, as redes de fast-food fazem cada vez mais promoções de lanches com brindes e preços atraentes para a população, o que explica a crescente busca por comidas industrializadas. Todavia, esse comportamento alimentar, presente na vida de muitos brasileiros, deve ser reavaliado, já que não garante uma vida saudável e nutritiva. Nesse sentido, é válido ressaltar que tal problemática é totalmente prejudicial à saúde dos consumidores e, também, que ela é causada pelo modelo consumista presente na sociedade.
Em primeiro plano, é importante salientar os riscos a que os indivíduos se expõem quando não se alimentam adequadamente. De acordo com pesquisas, reconhecidas pela Organização Mundial da Saúde (OMS), populações de ratos alimentadas com rações transgênicas apresentaram altos índices de tumores nos roedores. Analogamente, alimentos ultraprocessados podem induzir o surgimento de câncer, diabetes e distúrbios nos seres humanos. Desse modo, o consumo excessivo de industrializados é um perigo à saúde pública, pois trazer uma maior chance de desenvolver doenças.
Ademais, as novas relações sociais contribuem para a ocorrência desse quadro. Segundo Zygmunt Bauman, em seu conceito de Modernidade Líquida, a falta de tempo e a dinamicidade das relações criaram um ambiente propício ao consumismo exacerbado, a fim de satisfazer os prazeres pessoais. Com isso, afere-se que essa conduta social contribui decisivamente para o consumo massivo de fast-foods, haja vista a preferência por opções rápidas e prazerosas. Diante disso, ressalta-se que essa realidade deve ser enfrentada, uma vez que sujeita as pessoas a maus hábitos alimentares.
Destarte, medidas são necessárias para que o comportamento alimentar do brasileiro seja melhorado. Para isso, o Ministério da Educação deve criar um projeto educacional, por meio de palestras em escolas e propagandas televisivas - ministradas por médicos e nutricionistas -, sobre os perigos de uma conduta alimentar desregulada e industrializada na integridade física da população. Sendo assim, o intuito de tal medida é induzir o corpo social a reduzir a busca por alimentos processados e investir em comidas de origem orgânica e sem aditivos, de maneira a prevenir o consumo excessivo de açúcares, gorduras e químicos prejudiciais à saúde. Logo, os casos de doenças alimentícias reduzirão e o Brasil ofertará uma maior qualidade de vida para todos.