O comportamento alimentar brasileiro
Enviada em 13/01/2021
Na obra “A República”, do filósofo Platão, é retratada uma cidade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. Entretanto, esse panorama está longe de ser realidade no Brasil, quando se trata da educação alimentar que configura um impasse no país. Nesse sentido, isso acontece por inexistência de educação nutricional, como também negligência estatal.
Mormente, cabe ressaltar a falta de educação nutricional como uma das razões pela qual o imbróglio perdura. De acordo com o filósofo Sêneca, “A educação exige os maiores cuidados, porque influi sobre toda a vida”. Nessa perspectiva, é perceptível que desde a infância os indivíduos brasileiros não são educados da importância de se alimentar com equilíbrio, assim sendo expostos a desinformação e consequentemente a prática de ações negativas à saúde. Dessa forma, é inaceitável que a população continue leiga, na qual é necessário medidas educativas para alertar os efeitos contrários da má alimentação.
Ademais, vale salientar que a omissão estatal é outra dificuldade enfrentada. Conforme o sociólogo Zygmunt Bauman, em seu conceito de “Instituições Zumbi”, os institutos existem, mas não exercem suas funções. Nessa lógica, observa-se a falta de intervenção do Estado para reverter o óbice, posteriormente contribuindo para formação de uma sociedade constituída por pessoas doentes, nas quais poderia ser evitado com a utilização da informação. Logo, é inadmissível que os órgãos competentes seja omisso, em um problema que leva transgredir o direito constitucional a saúde pública.
Depreende-se, portanto, a urgência de solucionar a entrave. Para tanto, o Governo Federal, ramo encarregado pela administração territórial, deve exercer nas escolas a matéria de educação nutricional, por meio de profissionais especializados na área, objetivando construir a consciência alimentar dos brasileiros. Além disso, o Ministério da Saúde (MS), órgão responsável pela saúde do país, deve promover palestras e debates, por intermédio de campanhas midiáticas, a fim de alcançar o corpo social perfeito, retratado pelo pensador Platão.