O comportamento alimentar brasileiro

Enviada em 11/11/2021

Na sua obra “Casa-Grande e Senzala”, o sociólogo Gilberto Freyre explica a influência do modelo  agroexportador ante aos padrões dietéticos da sociedade brasileira colonial, analisando, sobretudo, o desequilíbrio alimentício entre a população menos abastada e a mais rica. Sob essa ótica, na contemporaneidade brasiliana, pode-se observar, conforme aponta a constatação literária suprarreferida analisada por Freyre, que a insuficiência e o excesso calorífico são distúrbios que fazem parte da dieta da comunidade canarinha desde os primórdios do país. Nesse sentido, é possível inferir que o comportamento alimentar brasílico configura-se como um hábito permeado pela pauperidade nutritiva. Em vista disso, convém analisar os aguçadores e as consequências de tal imbróglio para o bem-estar fisiológico da nação.

Por esse contexto, é fulcral compreender que a variação no padrão de vida dos brasileiros destaca-se como causa principal do pernicioso comportamento dietético desses indivíduos. Acerca disso, a professora e bióloga da USP Sônia Lopes, em seu livro “Bio”, elucida que a inserção  da mulher no mercado de trabalho constitui-se como desestabilizador do padrão alimentar das famílias tupiniquins, visto que era ela a quem se atribuia tradicionalmente a função de preparar a dieta familiar. Com efeito, a modificação ocasionada pela integração profissional feminina desequilibrou os costumes gastronômicos do matrimônio, na medida em que levou as pessoas a buscarem alternativas para essa alteração que não são salutares ao corpo, como redes de fast-food. Desse modo, apreende-se, decerto, que tal variação no núcleo familiar revela-se como promevodora ruinosa dos maus hábitos nutricionais.

Em segundo lugar, deve-se pontuar que essa problemática impacta de forma onerosa sobre a saúde dos brasileiros. Por esse viés, faz-se notável  o fato de o povo estar sujeito a um regime cujo saldo calórico é desproporcional às necessidade morfofisiológicas desses mesmos indivíduos, o que pode ocasionar até transtornos alimentates graves. Prova disso é dada pela Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), a qual constatou que um a cada cinco jovens  sofrem com um ou mais distúrbios alimentícios, como obesidade, anorexia, amenorréia e bulimia. Assim, vê-se que os efeitos coletivos de um país cuja educação nutricional não é priorizada resvala sobre a população de maneira degenerativa.      Dessarte, urge a necessidade de arrefecimento dos fatores contribuintes com tais intempéries. Para tanto, faz-se mister que o Ministério da Saúde promova a capacitação técnica dos cidadãos, por meio da concessão de aulas sobre educação alimentar nas escolas e no meio on-line, com o auxílio de nutricionistas que visem a explicitar dietas equilíbradas para cada corpo.  Tal medida tem, também, como intuito a construção de um Brasil mais salutar e que mude o panorama observado por Freyre.            fghbgfh      fghfgbn     jfg   fjgndfkgj           dfkgmfii zzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz