O comportamento alimentar brasileiro

Enviada em 09/11/2022

“Comer é um ato político, mas só é um ato político para aqueles que podem es-

colher o que comer”, Bela Gil. Com essa fala, a personalidade da cozinha brasileira exprime uma deficiência alimentar da população brasileira - nem sempre ter a ca-

pacidade de optar em suas refeições. Logo, seja pela falta de educação alimentar nas escolas, seja pelo número reduzido de restaurantes populares no país, essa problemática precisa ser discutida.

Em primeira análise, a Constituição de 1988 prevê o direito à alimentação dos cidadãos brasileiros, porém, tal condição não é contemplada em sua totalidade. A falta de educação alimentar nas escolas faz com que crianças e adolescentes cres-

çam sem saber como se sustentar fisicamente de forma eficaz. Como efeito dessa carência, o Brasil recentemente voltou ao Mapa da Fome da ONU. Assim, é urgente o levantamento dessa pauta no país.

Além disso, embora já tenha sido iniciada no país a implementação de restau-

rantes populares o número desses ainda é ínfimo. Esses espaços, criados pelo po-

der público para fornecer às camadas mais baixas uma alimentação balanceada a preços simbólicos são essencias. Para exemplificar, segundo o G1, muitas crianças passam fome nas férias porque, junto às suas famílias, não têm o que comer. De mesmo modo, durante o período letivo, uma motivação significativa para os alunos irem às aulas é a oferta de refeições. Percebe-se, então, a necessidade de amplia-ção de políticas públicas nesse sentido.

Portanto, para mitigar situação da má(ou nenhuma) alimentação do povo bra-

sileiro, as Secretarias da Saúde e as Secretarias da Educação devem intervir. Atra-

vés de um Plano Municipal de Alimentação devem ser implementadas cantinas po-

pulares nos espaços de escolas públicas já existentes em cada município para aten-

der as famílias menos favorecidas. Também deve fazer parte desse projeto pales-

tras com nutricionistas para otimizar a forma de se alimentar dos alunos e seus fa-

miliares. Com isso, o direito à alimentação do cidadão brasileiro sairá do papel e um número maior de pessoas poderá exercer seu ato político.