O conceito de família no século XXI

Enviada em 08/06/2018

O conceito de família vem transformando-se ao longo dos tempos. Duas mães, dois pais, meio-irmão, enteado, filhos legítimos e adotados. Os tempos de só “papai, mamãe, titia” parecem permanecer apenas na letra dos Titãs. Entretanto ainda há muito o que se discutir para que, de fato, estas mudanças sejam reconhecias e retrate a nova instituição familiar.

Apesar de todas as novas organizações familiares, o conservadorismo ainda é latente na sociedade. Por trás de discursos como: “Respeito, mas não acho normal”, perpetua-se o preconceito. Essa visão engessada do modelo familiar colabora com o aumento da intolerância. Filhos de casais LGBT costumam sofrer com o preconceito, seja no meio escolar ou social, acometidos por indivíduos que são o reflexo de uma sociedade que ainda tem dificuldades em aceitar e respeitar o diferente.

Um outro fato que representa a mudança do conceito de família no século XXI, são os inúmeros casos de mulheres como mães solteiras e independentes. Antigamente, a mulher depois de divorciada estava condenada a solidão, pois não poderia mais se reintegrar na sociedade. Apesar de muito tempo ter se passado e de sofrerem menos com o preconceito, a luta diária ainda é grande. Para que as novas configurações de família sejam aceitas pela sociedade é necessário que haja uma mudança na forma de pensamento, deixando de lado o modelo “tradicional” de família, e abrindo caminhos para aceitar as novas configurações.

Portanto, para que o conceito de família, apresentado nos dias atuais seja melhor aceito na sociedade contemporânea, medidas precisam ser realizadas. Nas escolas é preciso que haja mais debates acerca do assunto, com profissionais como psicólogos, despertando um senso crítico, reflexivo e tolerante nos jovens, fazendo que estes passem a respeitas as várias formas de famílias existentes. O Governo Federal deve, por sua vez, assegurar, resguardado pelas leis, direitos igualitários a essas novas configurações familiares, para que, aos poucos, se construa uma sociedade mais ética e democrática. Além disso, qualquer forma de intolerância deve ser penalizada a partir de políticas próprias para a intervenção de tais situações. Com isso, a sociedade será moldada de forma a aceitar o novo, respeitando-o em sua totalidade, pois não importa quem faz parte de uma família, mas sim o amor que há nela.