O conceito de família no século XXI

Enviada em 16/07/2018

O amor transcede os limites sociais

Émile Durckheim, no contexto final do século XX, em um de seus enunciados, afirmou que a família é a principal instituição social e, por isso, responsável pela construção das habilidades básicas sociais de um indivíduo. Hoje, apesar das mudanças sociais ocorridas após a sua morte, a família transcende a definição científica e constitui-se como a base responsável por dar amor, carinho e educação ao longo da construção cidadã de um indivíduo. Assim, graças ao enfraquecimento do paternalismo e à inserção de minorias na sociedade, tal instituição tem-se caracterizado por laços que transcendem o modelo tradicional de família.

Nesse sentido, a constituição familiar baseada no paternalismo, o homem como centro familiar, tem perdido espaço nos lares ocidentais devido à diminuição da influência religiosa cristã. Esse fato ocorreu, principalmente, devido à influência das ideias liberais francesas, responsáveis por pregarem a ideia de liberdade. Nesse sentido, com o decorrer dos anos e o aprimoramento das ideias dessa época, o século XX é marcado por uma série de conquistas sociais, como a emancipação de mulheres e LGBTS, grupos subjugados pelo antigo regime civil. Assim, entre a década de quarenta e sessenta há os primeiros movimentos que reivindicavam à cidadania às minorias sociais, e a reconsideração da função social de seus integrantes.

O efeito dessas mudanças resultou em integração e autonomia desses novos protagonistas, ao passo que transfiguraram-se como os próximos e inéditos chefes de família. Com a inserção de casais homossexuais, barrigas de aluguel e pais e mães solteiros, a família tradicional passou a ser apenas mais uma entre as diversas possibilidades de construir um lar. No Brasil, por exemplo, a união estável entre casais homossexuais é reconhecida judicialmente; fato impensável há 20 anos. Dessa forma, paulatinamente, as instituições sociais estão adaptando-se a essa nova realidade.

Portanto, as mudanças sociais ocorridas nos últimos anos não modificaram a essência familiar e sim as suas raízes tradicionais. Dessa maneira, para manter tal processo, é importante que a ONU, Organização das Nações Unidas, em parceira com os órgãos de educação de seus integrantes, ofereça minicursos de formação aos educadores de ensino médio e fundamental sobre essa temática. Para isso, é preciso que os professores sejam orientados à ministrar palestras e projetos mensalmente, de forma que o aluno seja engajado a tentar compreender esse processo de evolução social. Por meio disso é possível desenvolver o respeito e a compaixão, habilidades essenciais para a construção de uma sociedade pautada no ideal familiar.