O conceito de família no século XXI

Enviada em 20/07/2018

Na Grécia Antiga, os homens encarregavam-se de cuidar de todos os assuntos familiares, enquanto as mulheres mantinham a ordem da casa. No entanto, no Brasil, essa representação patriarcal perdeu força, visto que o número de mulheres chefes de família e mães solteiras cresceram nos últimos anos. De fato, as novas formas de organização familiar é uma realidade brasileira.

Nessa perspectiva, com as transformações culturais e sociais, a família deixou de ser a tradicional composta basicamente por pai, mãe e filhos, formando outros tipos de famílias, como a de um casal homossexual. Contudo, o preconceito enraizado por parte da população brasileira colabora para o crescimento da intolerância e a não aceitação de outros tipos de famílias. Conforme o cientista Albert Einstein, ‘’ é mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito’’. Nesse viés, o novo conceito de família contrapõe os ideais tradicionalistas e machistas, assim muitos não respeitam os atuais grupos familiares e partem para discursos de ódio ou mesmo atos de violência, como o caso da morte de um menino de 14 anos em São Paulo, filho adotivo de um casal homoafetivo. Ora, enquanto essa visão engessada de família existir, vai sobrepor a discriminação e hostilização.

Ademais, o controle de natalidade configurou um novo padrão de família no país.Na década de 1950 a média de filhos por mulher era de aproximadamente 6, atualmente, com o avanço da medicina, na descoberta de métodos contraceptivos e o planejamento familiar, visto que parte da população se dedica aos estudos e trabalho, contribuem para a diminuição do número de filhos. Dados do IBGE afirmam que a taxa de fecundidade no país é de 1,7, se assemelhando a Europa e Estados Unidos. Dessa forma, cresce o número de casais que não possuem filhos e modifica a pirâmide etária, em decorrência do aumento da expectativa de vida e redução da taxa de fecundidade.

Aceitar, portanto, essa nova realidade de conceito de família, passa por quebrar barreiras preconceituosas, para tanto requer que as escolas por meio de palestras, debates e reuniões entre professores, psicólogos, pais e alunos trabalhem no sentido de conscientizar os pais e os jovens de que a intolerância e o preconceito são um atraso para o progresso modernizado pelas noções de diversidade. Outrossim, cabe a Secretaria Especial de Comunicação Social (Secom) promover campanhas publicitárias nos principais veículos de comunicação, televisão e internet, divulgando as novas configurações de família, a fim da população entender o valor do amor e do respeito, não importando em qual família seja.