O conceito de família no século XXI
Enviada em 28/08/2018
A instituição que é sinônimo de fraternidade e união, na contemporaneidade, passa por mudanças profundas em seu conceito. A família do século XXI deixou de ser uma simples organização entre casais heterossexuais e transformou-se em símbolo no processo de luta contra o machismo, homofobia e na construção de novas estruturas sociais, mesmo após o divórcio.
Após a Revolução Industrial, a mulher se viu inserida no mercado profissional de trabalho. Diante disso, as matriarcas da atualidade, sejam elas solteiras ou não, conquistaram um posto que até então era ocupado por homens nessa sociedade descendente do patriarcalismo: elas tornaram-se “chefes da casa”. Dentro desse contexto, felizmente, tornou-se comum exemplos de independência feminina como o da apresentadora Glória Maria que além de ser mãe solteira, concilia e administra casa, família e carreira.
Outro fator é que, a família contemporânea deixou para trás o estereótipo de tradicional. Famílias heterossexuais como as dos desenhos animados “Os Flintstones” ou até mesmo “Os Simpsons” dividem espaço hoje com núcleos familiares formado por casais homoafetivos. Entretanto, esse grupo ainda luta pela aceitação social, além de enfrentar enormes empecilhos quanto a processos adotivos de filhos.
Vale ressaltar ainda que o divórcio na atualidade, não significa mais a diluição do contexto familiar. Filhos de casais divorciados têm suas guardas compartilhadas com a garantia judicial, de acordo com o código civil brasileiro. Situação que transformou-se na melhor opção no caso de separações conjugais e que é vivenciada por muitos ex casais, entre eles, a atriz Grazi Massafera e o também ator, Cauã Reymond. Ambos dividem de forma madura e consciente a responsabilidade e o cuidado da filha. Nesse sentido, a relação harmônica entre casais já separados mostra-se como comportamento fundamental para o bom desenvolvimento psicoemocional da criança, livre de traumas.
Diante desse contexto, é evidente que a família mostra-se como uma instituição mutável e dinâmica, mas ainda sim, cercada de julgamentos e preconceitos. Portanto, faça-se necessário uma maior união do governo federal junto a instituições educacionais e a própria população a fim de promoverem um maior diálogo a respeito do novo conceito familiar; isso, através de palestras elucidativas ou até mesmo com campanhas publicitárias. Além disso, o poder legislativo junto ao judiciário deve reforçar a legitimidade da união estável homossexual dando a esse grupo uma maior autonomia em processos de adoção, além de combaterem qualquer forma de preconceito através de fiscalizações e incentivos à denúncias. Dessa forma, a família poderá exercer um papel não só afetivo, mas também político-social.