O conceito de família no século XXI

Enviada em 13/08/2018

O amor é Universal

O Brasil apesar de ser um país diversificado e ter suas bases fincadas no princípio da laicidade ainda tem  dificuldade em conviver com as diferenças. Fato que pode ser observado quando se menciona o preconceito existente às famílias que não são formadas por uma aliança entre um homem e uma mulher. Dessa forma, é evidente que o país ainda precisa vencer essa problemática que permeia o meio social e constitucional que foi imposto historicamente sobre o modelo de família.

Convém ressaltar, a princípio, que o conceito de família ao longo da formação da nação brasileira, se resumia a figura patriarcal e a imagem secundária da mãe como sendo uma união legítima ideal para a sociedade. Nesse sentido, quaisquer formas de família, principalmente a de grupos LGBT´S era algo extremante reprimido. No entanto, sabe-se hoje que esse conceito não pode ser mais assim compreendido, visto que as múltiplas formas de relações humanas, ampliou o  significado de família. A exemplo disso, são os inúmeros filmes como Lilo e Stich da Disney ou séries como The family da Netflix, que evidenciam a família como sendo uma organização na qual impera o amor e o respeito, não importando os elementos envolvidos nessa relação.  Toda via, os resquícios históricos no meio social ainda impedem que o respeito essa pluralidade seja realmente plena, devido a permanência de um modelo tradicional com base no patriarcalismo repassado de geração para geração.

Outrossim, o reconhecimento da sociedade não é o único impasse, haja vista que no ano de 2015 houve um projeto de lei denominado de Estatuto da Família que considerava apenas o núcleo familiar a união estável entre um homem e uma mulher evidenciando, dessa forma, que o preconceito está enraizado até mesmo no próprio Estado, na qual deveria proteger e assegurar os direitos dos cidadãos. A comprovação disso, está nos inúmeros entraves na adoção de crianças por casais homoafeitvos como mostra a BBBC Brasil,devido a tese equivocada de que poderiam influenciar na opção sexual desses jovens, contribuindo para esse preconceito intrínseco ás varias áreas sociais do Brasil.

Portanto, é evidente que o preconceito aos novos núcleos familiares precisa ser ultrapassado. Para tanto, é preciso haver medidas educacionais, principalmente na fase inicial estudantil através de palestras, projetos ou até mesmo debates em disciplinas como a sociologia para que as futuras gerações possam ser tolerantes e que respeitem às diversidades. Além disso, é cabível enfatizar que o preconceito precisa ser vencido também nas formas constitucionais, para que projetos como do Estatuto da Família não seja nem sequer levados em consideração. Nesse caminho, os cidadãos venceriam as marcas históricas e a família seria apenas a materialização de um amor universal.