O conceito de família no século XXI

Enviada em 11/08/2018

No Brasil, o Estado reconhece como família todos aqueles que se unem por laços de afeto, entre elas as homoafetivas, monoparentais e a “tradicional”, esta constituída por pai, mãe e filho. Todavia, a maioria da população brasileira (86% é cristã, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística-IBGE) ainda não reconhece como família a definição concebida pelo estado e admite de maneira mais frequente a família “tradicional”. A partir desse entendimento compreende-se, de certa forma, que o conceito de família se expandiu em relação ao passado, mas ainda tem suas raízes firmes na sociedade brasileira.

A família “tradicional”, defendida pela maioria da sociedade brasileira, tem suas raízes na colonização majoritariamente cristã, esta que a defende com unhas e dentes por se tratar de uma instituição sagrada segundo seus dogmas e a maior ferramenta de evangelização. Segundo o filósofo Olavo de Carvalho, a família “tradicional” é uma unidade biológica e funcional forjada em torno de interesses objetivos permanentes, ou seja, a família defendida pela maioria da sociedade brasileira tem um papel biológico, religioso-cultural e um papel essencialmente educador.

Com o passar do tempo, muitas revoluções, reformas e movimentos liberalistas surgiram, entre eles o movimento à favor do fim da ditadura no Brasil, o renascimento, que assumiu um caráter mundial, entre outros. Essas mobilizações foram responsáveis por adicionar ao mundo uma característica mais liberal. O território brasileiro também foi atingido por essas reformas, que modificaram e expandiram alguns conceitos, entre eles o conceito de família, entretanto, muitas pessoas ainda não têm conhecimento do conceito de família concebido pelo Estado e às vezes perpassam a sua liberdade de expressão e agridem outras famílias.

Levando-se em consideração os fatos e aspectos apresentados, compreende-se que a grande dessemelhança de opiniões presentes no Brasil, em volta do conceito de família na atualidade, não é algo ruim, mas sim, algo que deve ser respeitado. O combate contra o desrespeito às escolhas dos outros é essencial para a formação de uma sociedade prestativa e que respeite os direitos de cada um, por isso deve ser investido fortemente pelo Estado, por meio de verbas para as escolas, que devem propagar o respeito às diferentes opiniões através de projetos e trabalhos junto à família e aos alunos, e através da criação de leis com punições mais rígidas contra os agressores.