O conceito de família no século XXI
Enviada em 15/08/2018
Na Idade Média, o conceito de família era estritamente ligado a concepção judaico-cristã pela ideia do casamento, entre homem e mulher, surgir com a religião. Com o Estado laico, separação do Estado da religião, na pós-modernidade, não obstante, tal união passou a ter outro significado: grupos de pessoas sobre o mesmo teto não mais qualificando a diferença de gênero como caráter determinante para existir uma família. Apesar disso, a lei não acompanhou esse novo conceito e realidade no social,não deixando muitas uniões serem denominadas como família por questões culturais e por questões de preconceito. Diante disso, é preciso que sociedade e poder público na luta contra tais obstáculos.
Em primeiro plano, no Brasil, por ter base de nascimento católico, irradiou-se na cultura do povo a família tradicional como única possível. Isso é observado no quadro “A Família” de Tarsila do Amaral, modernista brasileira, que simboliza através da arte uma representação de família católica, com pai, mãe e filhos muito existente no século XX. Hoje, contudo, mediante a essa mesma tela, percebe-se uma representação de uma realidade que já não inclui muitas uniões, por conta da questão cultural predominantemente católica, excluindo-os, bem como com Estatuto da Família, não ligando ao menos para o direito fundamental do indivíduo: a liberdade. Logo, a questão cultural deve ser semeada com a nova diversidade familiar, de modo que a sociedade permaneça em prol de igualdade.
Paralelamente a isso, há, também, o preconceito com o diferente no qual deve ser erradicado. Uma vez que, uniões homossexuais são as que mais sofrem com tal horror, por a sociedade achar que eles não conseguem formar uma família equilibrada e saudável, devido não serem tradicional, como se isso determinasse uma estrutura familiar sem desafios e problemas. Um exemplo que anula esta ideia errônea da sociedade foi de João Victor, 11 anos , aluno de São Paulo, que recebeu atenção do G1 ao escrever uma redação em sala de aula sobre ser “o menino mais feliz do mundo” por causa de ser adotado por um casal homossexual. Então, a discriminação deve acabar para que tais uniões sejam devidamente respeitadas conforme os Direitos Humanos.
Torna-se evidente, portanto, que a questão cultural tradicional como certo e o preconceito são obstáculos para a diversidade familiar. Para tanto, o Estado e a mídia devem representar através de relatos reais em novelas,filmes e de museus com telas das diversas famílias no Brasil, para que a população se conscientize através da arte e semeie, pelas novas gerações, uma cultura mais inclusiva. Além disso, o MEC, com auxílio das redes sociais, criem aplicativos a todas as idades com jogos educativos de experiências reais de famílias que sofrem diariamente descriminação a fim de que através do jogo se aprenda a empatia e o respeito, erradicando tal horror tão presente nos nossos dias.