O conceito de família no século XXI
Enviada em 14/08/2018
O conceito de família até então vigente nas sociedades é a composição tradicional de pai, mãe e filhos. Essa construção familiar vem da ordem natural de procriação da raça humana. Entretanto, frente às diversidades da contemporaneidade, passa a ser necessário a reformulação do conceito familiar legítimo, sobretudo, devido à individualidade e à plasticidade do homem.
Sendo assim, é importante destacar que a conceituação é totalmente submetida às influências do período em que ela foi feita. Essa tese é apoiada pelo filósofo John Locke, determinando o homem como uma tábula rasa, ou seja, seus conceitos e definições, assim como a moral, serão aprendidas e construídas no curso da vida. Dessa forma, a palavra família, hodiernamente, não é semelhante a de séculos passados, visto que a construção familiar tradicional não é a única vigente e outras serão moldadas com o passar do tempo, segundo a plasticidade do homem.
Contiguamente, no séc XXI, o conceito de família sofre necessidade de mudança, haja vista que não compreende às individualidades e às diversidades. Destarte, é necessário legitimar, todo tipo de núcleo social que se considera família, visto que o valor dado a algo é totalmente inerente ao homem, não podendo ser uniformizado e conceituado de forma objetiva. Essa inerência de valores foi concebida há mais de dois mil anos por Platão.
Por tudo isso, é visível que o conceito de família estará sempre se moldando e sua reformulação necessita prever isso. Portanto, cabe ao Congresso Nacional aprovar a redefinição do conceito de família vigente, de forma que esse se torne subjetivo, visando o respeito às diversidades e concedendo a possibilidade do núcleo social autodeclarar-se família e assumir as respectivas responsabilidades. Ademais, é dever da mídia propagar na sociedade a nova amplitude do conceito, através de propagandas e novelas que abordem o assunto, com o fito de facultar a aceitação desses núcleos sociais.