O conceito de família no século XXI

Enviada em 27/08/2018

A história da humanidade é pródiga quanto à institucionalização de formas de conduta alimentadas por discursos que supervalorizam a postura individualista em detrimento da coletividade. Nesse sentido, evidencia-se uma fluidez e superficialidade nas relações humanas na era atual, por meio de de uma modernidade líquida, teoria debatida e defendida pelo sociólogo polonês Zygmunt Bauman ao analisar a contemporaneidade. Esta, sob às luzes de tais estudos, é alvo das armadilhas do neoliberalismo e dos mercados, a partir de constantes ataques ao bem estar, à ética e a autonomia dos sujeitos contemporâneos. Diante desse cenário, é possível refletir sobre a concepção de família no Brasil.Por esse motivo, é necessária uma mudança na postura da população, para abandonarem a mentalidade atual, porque além da atualização do conceito de família na constituição brasileira, é impresindivel que a nova definição seja respeitada, e assim junto a outras ações o preconceito seja erradicado.

Ao longo da história, firmaram-se discursos de poder que se enraizaram na cultura ocidental, o que auxiliou na construção de “verdades” como a de que através do individualismo e egocentrismo, o que determina uma moral e ideologia vinculada ao sistema econômico de modo que esses processos se perpetuem na sociedade. Essas falsas concepções, disseminadas socialmente, concretizam as relações hierárquicas que naturalizam as ideias conservadoras para manter seus princípios, fatos que causam a banalização do ódio pelas diferenças.

Nos tempos atuais, dominados por uma cultura hedonista alimentada pela sociedade de mercado e seu imperativo consumista, essa postura tem levado a ações irresponsáveis para com a vida em sociedade, como demonstra os vários casos de repúdio à casais homosexuais que pretender adotar filhos.No entanto, a era atual é conduzida, majoritariamente, pela lógica individualista, colocando os interesses particulares acima dos valores de toda a coletividade.

Torna-se evidente, portanto, que a concepção de família no Brasil está desatualizada e colabora para o preconceito institucionalizado. Para que isso mude, o governo com apoio da população,devem aumentar a pena para qualquer tipo de de preconceito. Ademais, a sociedade civil precisa pressionar o Legislativo para a aprovação do novo conceito de família ,por meio de petições, abaixo-assinados e manifestações. Além disso deve-se fortalecer na educação das crianças e dos jovens que qualquer um pode estabelecer laços familiares e construir uniões fortes , sejam elas homoparentais ou heteroparentais. Afinal, todos possuem os mesmos direitos e devem estar protegidos pela legislação brasileira.